Neves pede a Veiga para falarem ” numa só voz” com o FMI

18/04/2013 00:07 - Modificado em 18/04/2013 00:17

JOSE MARIA NEVES e CARLOS VEIGAO encontro entre o Primeiro-ministro, José Maria Neves e o líder do MpD, Carlos Veiga, foi visto como positivo por ambos e como um momento para se debaterem “com muita profundidade as questões que se colocam ao país neste momento”. A discussão terminou com uma abertura dos dois líderes ao diálogo, concordando e discordando em certos pontos.

 

Os pontos de convergência residem nas questões que precisam de serem resolvidas ainda este ano e até meados do próximo. Entre estas questões, está a necessidade de se ter um consenso nos nomes para a Procuradoria, o Tribunal Constitucional e a Agência de Regulação da Comunicação Social. Sem nomes ainda por avançar, o consenso reside na proposta que as pessoas que “estão no centro do trabalho político-partidário devam ser afastadas destes órgãos que são por definição independentes”, como frisou Carlos Veiga.

 

No plano económico, as vozes são divergentes com Carlos Veiga a propor reformas de fundo no “plano fiscal, no mercado laboral, na justiça e no plano das privatizações”, acreditando que várias empresas públicas devem ser objecto de privatizações. Ainda no plano económico, o pedido de José Maria Neves é que o país possa, junto dos partidos políticos, ter “uma única voz nas discussões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o Banco Mundial e com outras instituições financeiras internacionais”.

 

Depois de Carlos Veiga, o próximo convidado do Primeiro-ministro será o presidente da UCID, António Monteiro.

  1. antonio dos santos

    O JMN sabe que o CV deixa o MPD dentro de 3 meses. O CV sabe que não deve fechar as portas do dialogo ao seu sucessor. Mas ambos sabem que esse diálogo é um faz-de-contas. O JMN quer que as instituições internacionais percebam que há uma base social grande para implementar as medidas do FMI e o CV, que é institucinalistas, não quer intervir pela negativa. Deixa o trabalho do pato feio ao que virá. Mas condiciona o JMN a levar essas propostas ao Congresso do seu PAICV. A ver vamos.

  2. Silvério Marques

    Uma verdade. O fraco crescimento da economia nestes últimos 12 anos, a elevada dívida e o fraco poder de angariar receitas, já a dívida foi empregue em sectores não produtivos, o FMI ameaça uma intervenção cada vez mais forte na governação das finanças públicas, de modo a acalmar os credores de Cabo Verde em especial Portugal. Assim, o FMI já bateu á porta.O José Maria Neves quer implicar o MpD nas negociações como forma de mitigar as suas responsabilidades.

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