Pacientes das clinicas privadas dizem que são descriminados na Delegacia de Saúde

18/04/2013 00:06 - Modificado em 17/04/2013 23:59

medico familiaOs pacientes queixam-se de discriminação sofrida no laboratório da Delegacia de Saúde de São Vicente, alegando terem sido impedidos de fazerem análises pelo facto de terem sido assistidos em clínicas privadas. A delegada de saúde, Ariana Mota, desmente as acusações e esclarece que os pacientes dos privados podem ser atendidos mediante apresentação de credencial ou de comprovativo do Instituto Nacional de Previdência Social, INPS.

Falta de condições no atendimento, horas ou meses de espera são alguns dos motivos apresentados por vários pacientes contactados pelo NN que preferem os serviços privados ao “mau atendimento” no hospital ou centros de saúde. Entretanto, esses utentes alegam que lhes foi barrado o acesso atempado dos serviços laboratoriais, com a exigência de pagarem dependendo da analise valores que variam entre os os 500 e os 1000 escudos , mais a taxa . O que esses utentes consideram de “exorbitante” comparativamente aos 300 escudos pagos pelos outros pacientes e com a agravante de terem de esperar um mês para conseguirem marcar as análises.

“Entreguei à senhora a requisição de análises da minha filha e ela disse-me que tinha de pagar uma taxa mais elevada e esperar para o mês de Maio para conseguir marcar as análises, por se tratar de uma requisição de uma clínica privada”, explica Nadina Rodrigues, mãe de uma menor de 1 ano que questiona este procedimento “tratando-se de um serviço público” que “deveria prestar este serviço indiscriminadamente, a todos os utentes. “É uma situação inaceitável, porque sou um contribuinte que paga os impostos, portanto, mesmo que vá fazer uma consulta no privado, tenho o direito de ser atendida com as mesmas condições que os pacientes vindos do hospital ou dos centros de saúde”, sublinha.

Esperar e desesperar

Marina Silva e Gerson Nascimento, pais de uma criança de 9 anos, confirmam a demora enfrentada na marcação de análises na Delegacia de Saúde por terem sido atendidos numa clínica privada. “Um mês após a primeira solicitação dos serviços da Delegacia, conseguimos marcar as análises e semanas depois, fomos fazer as análises”, contam os pais consternados com a situação “lastimável” em que se encontram os serviços de saúde pública na ilha.

Por sua vez, Anilton Andrade, também pai de uma criança de um ano, fala das manipulações do sistema de saúde em Cabo Verde, ressaltando que “uma estrutura que negue prestar assistência a um paciente, ainda mais a uma criança, é crime, não há outro nome”. Anilton defende que “Independentemente do lugar onde fiz o primeiro tratamento, tenho o direito de ser atendido”.

Delegada nega acusações

A delegada de saúde de São Vicente, Ariana Mota, garante que o laboratório da Delegacia não “nega assistência aos pacientes privados” e que os mesmos podem fazer as análises mediante apresentação de credencial ou comprovativo do INPS, sob pena de terem de pagar uma taxa mais elevada do que a exigida aos pacientes assistidos no hospital ou centros de saúde.

“O nosso laboratório está aqui essencialmente com a responsabilidade de atender ao serviço público. Estes pagam uma taxa de trezentos escudos e apresentam os documentos devidos: credencial, atestado de pobreza”, explica Mota, realçando que “o serviço público não pode assumir a parte dos privados sob pena de entrar em ruptura de stock.

Para Ariana Mota todos têm que ter uma responsabilidade na comparticipação dos cuidados de saúde : ” É um dever, sem ele não conseguimos fazer com que os serviços funcionem. Já temos um grande grupo que não paga, por exemplo, as criança que vêm do Instituto Cabo-verdiano de Crianças e Adolescentes, ICCA, e que se encontram em situações de risco, as crianças da Aldeia SOS, os utentes de lares de idosos, alguns casos que são encaminhados pelas escolas e todos aqueles que tiverem credenciais em regime de portadores contributivos.” A Delegada de Saúde conclui afirmando que ” não podemos assumir aquilo que vem do privado e ainda por cima sem trazerem a credencial da promoção social”.

  1. nadia

    A Ariana Mota nega as acusações no entanto diz que não podem assumir aquilo que vem do privado. Decida.

  2. PJota

    Ah Dra. Ariana, bocê ca sabia que ess cosa era assim…..
    Povo tem razão, como sempre! Nôs ê descriminóde, sim sra. Pê descolce ê descriminóde… Má quem quê calçode amosh… ê tratode na palminha da mão… Paciencia nhas gente! E quem paga é o povo!
    Nô tem que lutá contra isso.
    Abaixo a injustiça!
    Viva o povo de SV!

  3. HL

    Não existem pacientes de clínicas privadas, são pacientes simplesmente que pagam seus impostos e q desesperam a espera de uma consulta pública k nunca + a conseguem e para tratarem do seu problema de saúde recorrem as clínicas privadas. Os cidadãos estão a ser roubados 2 vezes, 1º pk não conseguem em tempo útil a consulta pública 2º é-lhes negado o direito as analises …

  4. lizandra souto

    só manias de grandeza. querem pagar no privado para irem fazer galantaria, mas não querem contribuir no publico, com a desculpa que são contribuintes de impostos. a delegacia e o hospital está cheia de requisições desses medicentros e urgimeds da vida e, depois falta reagentes para aqueles que realmente nao podem pagar.

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