Greve à vista no mês de Junho

16/04/2013 00:34 - Modificado em 16/04/2013 00:34
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Braço de FerroCom o passar dos meses, o Ministério da Justiça não resolveu o problema dos agentes prisionais que agora voltaram à mesa das negociações. Devido ao incumprimento do acordo por parte do MJ, a Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde tomou uma decisão: realizar uma greve de três dias para reivindicar o pagamento dos serviços prestados pela classe.

 

Em Abril de 2011, os funcionários afectos aos Serviços Penitenciários realizaram uma greve de três dias para reivindicarem o pagamento de serviços extraordinários referentes ao ano de 2008, aumento do salário e falta de pagamento dos subsídios de turno e de risco.

O certo é que os problemas se mantiveram em 2012, situação que levou os agentes prisionais a convocar uma nova greve. Mas a acção de luta foi suspensa porque a Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde reuniu-se com o Ministério da Justiça que prometeu atender aos pedidos dos funcionários dos Serviços Penitenciários até finais de 2012.

 

Luta

O MJ não cumpriu a sua promessa e não tem dado resposta aos pedidos de negociação por parte dos agentes prisionais de Cabo Verde. Um grupo de agentes da Cadeia de São Vicente disse ao NN “o Ministério da Justiça não apresentou qualquer parecer durante os encontros com a direcção da AASP-CV e, sem acordo, foi definida em Assembleia Geral a realização de uma greve como modalidade de luta”.

 

Reivindicações

Concluem dizendo que “temos várias revindicações tais como férias acumuladas, sobrecarga horária, falta de agentes prisionais, implementação da nova grelha salarial e subsídios por que há muito lutamos para receber, uma vez que o MJ arcou apenas com o pagamento de uma parte da dívida pelos serviços prestados”.

Este online soube que a AASP-CV vai pedir audiência com o Presidente da República, o Primeiro-ministro e ainda com o Ministro da Justiça, na perspectiva de encontrar uma solução. E, caso não houver uma resposta positiva, estão dispostos a paralisar os serviços durante os dias 5, 6 e 7 de Junho.

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