Poucos incidentes nas presidenciais da Venezuela

14/04/2013 22:08 - Modificado em 14/04/2013 22:08
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Bandeira-Venezula 1Havia menos afluência às urnas nas primeiras horas da votação e isso notava-se, sobretudo, nas zonas da oposição.

 

O primeiro “toque de Diana”, um toque militar usado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela para chamar os seus eleitores, soou às 3h deste domingo. Nalguns pontos, houve fogo-de-artifício. As urnas começaram a abrir às 6h e já havia extensas filas à porta dos centros de votação, embora nas zonas opositoras parecessem ser menores do que nas últimas eleições presidenciais.

 

Algumas declarações reproduzidas pelos meios de comunicação logo às primeiras horas remetiam para campanha em dia de eleições. “Vamos reafirmar o caminho que [Hugo] Chávez nos indicou, aqui estão os seus homens e as suas mulheres”, expressou, por exemplo, Freddy Bernal, histórico do PSUV, que apoia a candidatura de Nicolás Maduro, como pediu o fundador.

 

Os opositores passaram o dia a reclamar. “O ‘toque de Diana’ é propaganda eleitoral, a autoridade não deve permitir a permanência deste toque durante o dia nem a presença de motociclistas num perímetro de 200 metros dos centros eleitorais”, disse Ramón Guillermo Aveledo, secretário da Mesa da Unidade Democrática, a coligação atrás da candidatura de Henrique Capriles.

 

Os motociclistas viam-se em paróquias de Caracas leais ao Presidente eleito que morreu a 5 de Março, como Caricuao, Montalbán, 23 de Enero e El Valle.

 

“Recebemos denúncias e actuámos de imediato”, afiançou, ao final da manhã, a presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena. “É o momento dos eleitores. Chamamos a atenção das organizações políticas, especialmente dos comandos de campanha: não se pode fazer nenhum tipo de propaganda.” Tinha notícia de outros incidentes. Quatro pessoas tinham comido o comprovativo de voto. E havia cinco denúncias de voto assistido e comprado. “Pedimos publicamente às organizações políticas para dizerem aos seus seguidores que não façam isto.”

 

O CNE acreditara 3435 observadores de diversas organizações nacionais e 240 observadores internacionais, entre os quais uma missão de 40 elementos enviada pela Unión de Naciones Suramericanas e outra de 30 da Unión Interamericana de Organismos Electorales.

 

Até às 13h locais, 18h30 em Lisboa, a mobilização foi inferior à de 7 de Outubro, que opôs Chávez e Henrique Capriles. Durante toda a campanha, analistas falaram no risco de muitos opositores nem se darem ao trabalho de sair de casa, dando por certa a vitória de Maduro.

 

À hora do almoço, o reitor principal do Poder Eleitoral, Vicente Díaz, dizia estar a correr tudo dentro do previsto: “Há um grupo grande de pessoas que vão a votar cedo. Essa é a primeira vaga. Às duas da tarde regista-se outra vaga e logo outra a partir das quatro da tarde.”

 

As mesas fecham às 18h00, a menos que ainda hajagente na fila. Havendo, mantêm-se abertas até todos votarem.

 

 

 

publico.pt

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