Direcção do Clube Náutico do Mindelo falha tentativa expulsar inquilino

11/04/2013 00:16 - Modificado em 11/04/2013 00:16

Os membros da Associação do Clube Náutico do Mindelo fecharam a cadeado as portas do clube, esta quarta-feira, dia 10, numa tentativa de barrar a entrada ao actual gerente do bar e funcionários, alegando falta de pagamento de dívidas e ocupação indevida do espaço. O gerente, por sua vez, opõe-se às motivações dos membros, referindo-se ao clube como a um organismo fantasma sem corpo jurídico que sustente as imposições e acções “ilícitas” desencadeadas.

 

 

 

 

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Associação, Gabriel Évora, denuncia irregularidades promovidas pela gerência que durante dez anos vem ocupando o espaço indevidamente e contra a vontade dos membros do clube, “únicos beneficiários legais do edifício”, tendo acumulado até então, uma dívida no valor de 3 mil e 600 contos, decorrente do arrendamento do espaço. Em causa estão denúncias de burla e humilhação sofridas pelos associados, “impedidos de entrar no edifício”. Uma situação que “penaliza a cidade do Mindelo e as actividades do clube, porque os sócios desmobilizaram-se perante esta situação”, afirma Évora que adverte para a “situação de bloqueio” em que se encontra e que lhes impede de pôr em prática os programas e projectos desenvolvidos no âmbito da sua criação.

“Aplicámos cadeados para evitar qualquer entrada ou saída de estranhos no clube ao mesmo tempo que montámos uma polícia de segurança privada. Este senhor, depois de ter tido conhecimento desta medida e de lhe ter sido entregue uma carta a solicitar que repensasse sobre as condições em que se encontra no clube e da sua presença no bar, pura e simplesmente ignorou e arrancou os cadeados, arrebentou as fechaduras e encontra-se, neste momento, no local”, conta Évora.

O facto é que, apesar do estatuto reivindicado junto da Direcção Geral do Património do Estado, DGPE, pela Associação, não existe, conforme declarações do presidente, um documento de posse que comprove a autenticidade oficial dos direitos de propriedade da Associação. “Foi-nos dito pela DGPE que não seria necessário esse documento porque tinham, por lei, condições de fazer um despejo policial e que não seria necessário recorrer aos tribunais. Infelizmente aguardámos dez anos para isso acontecer”, afirma o presidente que adverte para a situação de instabilidade da direcção da própria DGPE, como um dos possíveis entraves à concretização dessas reivindicações.

Évora alega falta de boa vontade por parte da DGPE para resolver a questão, mas garante que vão continuar a insistir caso não houver nenhuma reacção por parte da direcção.

 

Gerente diz que só responde perante o Estado

 

O actual gerente do bar, Nelson Lopes, afirma que só responde perante o Estado sendo este o dono efectivo do edifício e acusa o presidente da Associação de uso abusivo de propriedade ao pretender vedar a passagem aos funcionários e ao próprio para se dirigirem ao local de trabalho.

“Legalmente este clube já não existe. O que existe é este edifício que pertence ao património do Estado que é o único com legitimidade para reclamar o espaço”, assevera Lopes que avança a intenção dos responsáveis do bar de regularizarem eventuais situações existentes, assim que for definido de forma concreta e judicialmente a entidade a quem deverão responder relativamente a pagamentos. Até lá, garante que vão continuar a exercer as suas funções, lembrando que “existe uma lei e que somente o tribunal poderá decidir o que fazer com o edifício”.

  1. Mindelense

    O Patrimonio dO Estado deve imediatamente proceder ao despejo do inquilino que abusivamente e sem pagamento de rendas bem abusando de um dos maiores patrimonios construídos da cidade do Mindelo.
    deve entregar o edificio não ao clube nautico que já naão tem legitimidade mas sim colocar esse edificio ao serviço da cultura.
    devia-se usar o espaço para se instalar o tão falado museu do carnaval.
    a CMSV devia reclamar o espaço e coloca-la ao serviço da cultura.

  2. CidadaoCV

    A questão é: A quem o Clube Nautico paga pela exploração e utilização do espaço. Efectivamente o espaço não é pertence deste “Clube Nautico”

  3. Joaquim ALMEIDA

    Aquele espaço , a velha ( alfândega de Sao Vicente) , deve pertencer à autarquia de Sao Vicente , por conseguinte até agora – suponho eu – à responsabilidade da Câmara Municipal de Sao Vicente . Creio que so o edil é responsàvel para gerer aquele espaço !..
    Um Criol na Frânça ;
    Moradinho ;

  4. Antonia Almeida de J

    Esse pessoa e cre passa pe Mindelense se ele tinha un pouco de conhecimente ele ka ta fala de cultura asim purq esse espaço ja tem o ceu proprio Historia era uque nos queria fazer,se bo entra nesse espaço bo oia la tem um Bandeira de Pirata na quel parede ne pa nada quel ta la e nha idea era dezenha todos barquinhos como,Carvalho, N,F, G e que nha avo era un dos primeiros capitao conhecido por Joaquim Dnho e que eles foi atacados muitos vez pa piratas que tava ba esconde la na Afandega (Club Na)

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