Trabalhadores temem encerramento da fábrica Cabocem

10/04/2013 00:00 - Modificado em 9/04/2013 23:42
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DESPEDIMENTOSOs responsáveis da fábrica de cimentos Cabocem, na cidade do Porto Novo, continuam a não arcar com as responsabilidades no pagamento do salário aos trabalhadores. A viver em situação de penúria, os trabalhadores estão preocupados com o próprio futuro, uma vez que a Inspecção Geral do Trabalho detectou falhas nas condições de trabalho e recomendou o encerramento dessa unidade fabril.

As reivindicações dos 23 operários da fábrica de cimento pozolânico, Cabocem, continuam a não ser atendidas pelos responsáveis da empresa que se comprometeram pagar os ordenados dos seus funcionários. Sem ver uma luz ao fundo do túnel, os trabalhadores permanecem sem receber seis meses da própria remuneração.

Depois de exercerem as suas funções, sem direito a salário, sem água potável, materiais de trabalho, ficaram privados do transporte e todos os dias percorrem a pé cerca de 5 km para chegarem à fábrica. Para reverterem esta situação, os operários realizaram uma greve como forma de protesto, mas a única reivindicação satisfeita foi… água para beberem.

Desespero

O desespero continua a assombrar os funcionários que apenas exigem o próprio salário para iniciarem uma vida nova. Mas o certo é que os operários vão continuar a comer o pão que o diabo amassou porque a situação complicou-se: a Inspecção Geral do Trabalho realizou uma vistoria à Cabocem e detectou falhas nas condições de trabalho.

Os responsáveis da IGT sugeriram ao Ministério Público para encerrar a fábrica para evitar que haja transtornos para os operários. De realçar que os trabalhadores pretendem interpor uma acção judicial para reaver os próprios salários, mas o certo é que estão a aguardar pela decisão do Ministério Público sobre o futuro da fábrica Cabocem.

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