Juiz federal que reenviou email racista sobre Obama passa à reforma

7/04/2013 20:43 - Modificado em 7/04/2013 20:43
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obama8Richard Cebull reconheceu ter reencaminhado a mensagem e assumiu que “não é fã” do Presidente, mas não se considera racista.

Um antigo juiz federal do estado norte-americano de Montana decidiu reformar-se, na sequência de um inquérito a um email racista sobre o Presidente Obama que, no ano passado, reenviou a amigos, a partir do seu computador de trabalho.

 

Richard Cebull, que deixou o cargo em Outubro, pediu a passagem à reforma e vai retirar-se em Maio, na sequência de um inquérito que incluiu a análise de “volumosa” documentação e a audição do juiz e de outras pessoas, indica um comunicado judicial.

 

O conteúdo do email, que foi divulgado pelo jornal Great Falls Tribune, sugeria que a mãe de Obama estava tão alcoolizada no momento da sua concepção que o Presidente teve sorte por não ser filho de um cão.

 

Depois de ser ouvido, o juiz apresentou uma queixa contra si próprio e escreveu a Obama, apresentando-lhe desculpas. “Peço-lhe sinceramente desculpas, a si e à sua família… Não tenho que culpar ninguém, só me posso culpar a mim próprio”, disse, segundo o Los Angeles Times.

 

Organizações como a Montana Human Rights Network, a Common Cause e a People for the American Way pediram também uma investigação ao caso.

 

Quando foi ouvido, Cebull reconheceu ter reenviado o email, declarou que “não é fã” do Presidente e que critica as políticas de Obama, mas disse que não é racista.

 

“Normalmente, não envio nem reenvio essas coisas, mas, mesmo para os meus padrões, era um pouco de mais. Quis que todos os meus amigos sentissem o que eu senti quando li aquilo”, justificou-se.

 

Nomeado como juiz federal de Montana em 2001 pelo anterior Presidente, George W. Bush, tornou-se juiz-chefe em 2008.

 

“A reforma é a única solução apropriada para Cebull. Usou o email oficial para enviar uma mensagem repugnante e racista. Quando foi questionado, disse que o fez por ser opositor do Presidente”, disse Michael Keegan, presidente da organização People for the American Way, segundo o Los Angeles Time

 

 

publico.pt

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