Suspeito reafirma que não teve intenção de matar

5/04/2013 00:29 - Modificado em 5/04/2013 00:29
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330_JusticaMarteloTresManuel Santos detido em prisão preventiva por suspeita da morte do cidadão Cipriano Soares prestou declarações para contestar a acusação que lhe imputa a prática de um crime de homicídio simples. O indivíduo de 42 anos requereu uma ACP para demonstrar ao Tribunal que não teve intenção de provocar a morte da vítima.

 

O caso aconteceu na tarde do dia 5 de Novembro, de 2012′ em Covada de Bruxa, zona da Bela Vista. De acordo com os factos da acusação, tudo aconteceu depois que a vítima, Cipriano Soares de 40 anos, que apresentava sinais de embriaguez, proferiu palavras obscenas contra a mãe de Manuel Santos.

Segundo testemunhas arroladas ao processo “a vítima insistiu com as ofensas, mesmo na presença da senhora. Daí que Manuel lhe tenha atirado uma pedra que a atingiu no braço e, devido ao estado de extrema embriaguez, a desequilibrou e na sequência de uma queda, bateu com a cabeça numa pedra”.

Cipriano que trabalhava como ajudante de camionista não resistiu à lesão sofrida na cabeça e faleceu após ter sido encaminhado para o Hospital Baptista de Sousa.

Diligências

Devido à morte do cidadão, Manuel Santos foi enviado para a cadeia da Ribeirinha para evitar que sofresse represálias na zona da Bela Vista. Mas este online soube que os primeiros indícios resultantes das diligências preliminares apontam para a existência de um incidente que terminou em tragédia.

E neste sentido, durante a Audiência Preliminar Contraditória, a defesa do arguido apresentou fundamentos para demonstrar que este não cometeu um crime de homicídio simples, sublinhando que “lamenta-se o sucedido, mas o estado da vítima, isto é, sob o efeito de bebidas alcoólicas, teve preponderância no desfecho final”.

O Juízo Crime interrogou as testemunhas que assistiram à ocorrência para apurar os factos que resultaram na morte de Cipriano. Finda a audiência, o Tribunal reuniu as provas recolhidas durante a ACP para serem analisadas no sentido de apresentar o veredicto final no dia 8, segunda-feira.

Recorde-se que a defesa de Manuel Santos requereu a ACP para que fosse realizado um conjunto de diligências cuja consequência seja a não sujeição do processo a julgamento. E agora vai caber ao juiz que orienta o processo, decidir se há factos para passar à fase de julgamento ou arquivar o processo.

 

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