Cabo Verde quer dinamizar poupança

3/04/2013 22:24 - Modificado em 3/04/2013 22:26
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JMNevesO Governo de Cabo Verde vai recorrer às poupanças das famílias para financiar parcialmente, em três milhões de contos (27,2 milhões de euros), o Orçamento do Estado para 2013, afirmou, ontem, a diretora geral do Tesouro cabo-verdiano.

 

Esana Carvalho, citada pela Rádio de Cabo Verde (RCV), adiantou que o executivo de José Maria Neves pretende recorrer ao mercado interno, através da colocação de títulos e obrigações de dívida pública naquele montante, processo em que a Bolsa de Valores Cabo-Verdiana (BCV) desempenhará o papel de “pivot”.

 

Uma das modalidades será a realização de leilões, em que os investidores privados do mercado secundário, nomeadamente pessoas individuais e coletivas, residentes ou não no país, terão acesso à plataforma eletrónica criada para o efeito, podendo participar diretamente nas operações.

 

Até finais do ano, o Governo já definiu as suas expectativas e necessidades, segundo Esana Carvalho, a responsável pelo Tesouro cabo-verdiano, entidade a que cabe a responsabilidade de gerir a dívida pública nacional.

 

A colocação de títulos e obrigações do Estado, acrescentou, serão feitas a diversos prazos, com níveis de remuneração também diversificados.

 

As soluções hoje anunciadas surgem no quadro das reformas da Dívida Pública e do lançamento de novos serviços financeiros, apresentados segunda-feira numa sessão pública que decorreu na sede da Bolsa de Valores de Cabo Verde.

O OE cabo-verdiano para 2013 prevê despesas de 60,4 milhões de contos (548 milhões de euros) e receitas de 47,3 milhões de contos (429 milhões de euros), estando assegurada a cobertura do défice.

 

 

 

Oje.pt

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