Primeiros presos políticos já foram libertados no Sudão

3/04/2013 22:19 - Modificado em 3/04/2013 22:19
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sudaoUm dia depois do anúncio, o presidente Omar al-Bashir começou a cumprir o prometido.

Sete presos políticos foram os primeiros a ser libertados, esta terça-feira, na Tanzânia.

 

Um dia depois do anúncio de amnistia aos presos políticos, pelo presidente Omar al-Bashir, os primeiros presos foram libertados.

 

Os sete detidos foram vistos fora da prisão de Kober, em Cartum. Bashir anunciou a decisão de libertar todos os presos políticos no país, num contexto de diminuição das tensões, após recentes acordos com o Sudão do Sul.

 

O grupo agora libertado estava preso desde Janeiro, depois de ter sido acusado de se ter encontrado com um grupo de rebeldes sudaneses no Uganda, para planear a queda de Bashir, pelas armas ou por meios pacíficos. Farouk Abu Issa, responsável da Força Nacional de Consenso, que junta os primicpais partidos da oposição, confirmou a libertação de sete pessoas. “Exigimos que todos os outros prisioneiros políticos sejam libertados”, disse à Reuters.

 

Grupos de direitos humanos acusam o Governo de Bashir de ter encarcerado um grupo de dissidentes, desconhecendo o seu número, que protestavam contra as medidas de austeridade levadas a cabo pelo Governo, o ano passado. Em Fevereiro, um observador das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou que as autoridades mantinham vários opositores do regime e outros presos sem terem ido a tribunal e negando apoio médico.

 

“Hoje estamos anunciando a decisão de libertar todos os presos políticos e renovar o compromisso de todas as forças políticas para o diálogo”, disse Bashir na segunda-feira na abertura de uma sessão parlamentar.

 

Omar al-Bashir, de 69 anos, já tinha anunciado que não se candidatará às eleições presidenciais de 2015. Foi escolhido para dirigir o país pela junta militar que governava o Sudão desde o golpe de Estado de 1989.

 

O presidente suprimiu os partidos políticos, censurou a imprensa e dissolveu o Parlamento, assumindo os cargos de chefe de Estado, primeiro-ministro, chefe das forças armadas e ministro da Defesa.

 

Em 20 anos, o Presidente reprimiu a revolta das minorias não árabes de 2003 – o Tribunal Penal Internacional, agência de justiça das Nações Unidas, considerou que houve indícios de limpeza étnica por parte do Governo central e, por isso, há dois mandatos de captura contra Al-Bashir por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos na região de Darfur.

 

Mas o presidente não pôde impedir a secessão do país e, em 2011, o Sudão partiu-se, tendo surgido o Sudão do Sul (cristão, o Norte é maioritariamente muçulmano).

 

 

 

 

 

publico.pt

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