Julgamento de jovem acusado de agredir outro com uma facada : versões contraditórias

3/04/2013 00:28 - Modificado em 3/04/2013 00:28

balanca e marteloO Ministério Público pediu a condenação do arguido, Lidiano Carvalho Monteiro acusado de agredir um jovem com uma facada nas costas na zona de Campim. O representante do MP pediu ao tribunal que lhe aplique uma pena de prisão, uma vez que a acção do arguido atirou a vítima para uma cadeira de rodas. Mas defesa discorda e alega que os os factos alegados pela acusação não ficaram provados.

 

Lidiano Carvalho, de 24 anos, sentou no banco dos réus para responder à acusação de ofensas agravadas. O jovem é acusado de aplicar um golpe de faca à vítima, Jorge Nuno na região da coluna, situação que lhe provocou uma paralisia nos membros inferiores, e que o atirou para uma cadeira de rodas.

 

Mas ainda contra o arguido pesava uma acusação de abuso de armas, uma vez que a agressão foi levado a cabo com uma arma branca. Recorde-se que o caso de agressão ocorreu na madrugada de 16 Setembro de 2012 na zona da Campim durante um desentendimento entre o acusado e a vítima.

 

Contradições

 

Sobre os factos da acusação, Lidiano defendeu que a faca utilizada na agressão pertencia a vítima. Questionado sobre as declarações do arguido, Jorge Nuno contrariou o depoimento, e sublinhou que a arma estava na posse do agressor quando se envolveram numa briga.

 

Por seu lado, as testemunhas arroladas ao processo seguiram as pisadas dos principais intervenientes no caso, e apresentaram contradições nas suas declarações sobre veracidade dos factos. De modo que os intervenientes, que residem na zona do agressor, Fernando Pó afirmaram que “a vítima estava armada e durante a luta foi desarmado e agredido nas costas com essa faca”.

 

Por sua vez, as testemunhas da zona de Campim defenderam que Jorge Nuno levou a melhor sobre o arguido, e este armado com uma faca fez “uma agressão à traição”

 

Alegações

Perante os factos apurados em Tribunal, o representante do MP manteve a sua posição, de que o arguido cometeu um crime de ofensas agravadas, por isso pediu ao Tribunal que lhe aplique uma condenação.

Por seu lado, a defesa do arguido discorda do pedido do MP, e defende que os factos da acusação não se deram provados. Conclui dizendo que os factos não ficaram esclarecidos, porque as versões das pessoas arroladas ao processo são contrárias.

A leitura da sentença será feita no dia 18 Abril, no 1º Juízo Crime. De realçar que o acusado incorre numa pena de prisão até 10 anos, se o Tribunal der como provado os factos da acusação. Mas também pode ser absolvido se o juiz entender que a verdade dos factos pende para a versão do acusado.

  1. driver

    este ja não da cacy em ninguem

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.