Uma desgraça nunca vem só: Alexandre Alhinho abandona a Académica do Mindelo

22/03/2013 00:22 - Modificado em 22/03/2013 00:22

Alexandre AlhinhoO reinado de Alexandre Alhinho no comando técnico da Académica do Mindelo chegou ao fim. Foi uma fase que fica guardada na memória dos adeptos da Micá, e que deixa marcas profundas neste clube histórico do futebol são vicentino e de Cabo Verde, que sob o comando de Alhinho viveu um pesadelo que coloca a Académica no caminho para a Segundona.

 

Em Setembro de 2012, a direcção da Académica do Mindelo assinou um acordo de trabalho com o técnico Alexandre Alhinho. O novo treinador tinha a tarefa de reconduzir a Académica à ribalta do futebol são vicentino, porque após a conquista do título regional em 2007, a Micá entrou numa crise de resultados, sendo que nas últimas épocas, o clube têm ficado fora da lista dos três primeiros classificados do regional.

Volvidos seis meses, os adeptos da Académica do Mindelo assistem a queda do “império de Alhinho”, e do seu adjunto Chalana, que abandonaram o cargo. Com Alhinho no comando técnico, a Micá fez sete pontos no Torneio Abertura, mas com o início do campeonato, o clube iniciou a uma travessia no deserto.

 

Pesadelo

A Académica foi eliminada da Taça de São Vicente na primeira eliminatória, e no Campeonato Regional de São Vicente soma um empate e nove derrotas, pelo que está na iminência de descer de divisão. O clube vive uma crise de resultados que é assacada ao treinador. Que nessas situações é sempre o culpado.

Em suma, a Académica demonstrou ser uma equipa sem coesão e com níveis de confiança muito baixo no seio dos jogadores, por culpa da estratégia do seu treinador Alexandre Alhinho, que a cada jogo fazia modificações que deixavam a Académica perdida no Estádio Adérito.

Para completar o leque de problemas, Alhinho cumpre castigo de um mês, e o seu companheiro de staff, Chalana 15 dias, isto porque foram punidos pelo Conselho de Disciplina por terem dirigido palavras injuriosas a uma equipa de arbitragem. Com a saída de Alexandre Alhinho, a escolha recai sobre Marcos Fortes, que fazia parte do staff técnico da Académica.

  1. ricardo jorge

    e qd as coisas iam mal podem ficar piores. Meu concelho é começarem a pensar o proximo ano.
    Resumo da desgraça: não tem uma direção, não tem treinador de jeito, não tem adeptos HOMENS, e não sairão tão cedo da segundona se não aparecerem HOMENS a ajudarem o clube com organização, estrategia, trabalho e Dinheiro
    Até um dia Micá.

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