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“T.A.C.V.” e o fim do piece concept (PC)

Publicado a 19 de Março de 2013
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afro 067A entrada em vigor, no passado dia 1 de Março, de uma Deliberação do Conselho de Administração dos TACV que altera, quanto a mim de forma justa, os novos procedimentos no concernente ao transporte de bagagens e cargas, nos voos VR no percurso Boston/Praia, fez com que os TACV passasse a ser tema de conversa para as piores razões em tudo quanto é lado aqui nos EUA, basta para isso haver dois cabo-verdianos. Matutando sobre essas alterações para que eu possa perceber o cerne da questão e poder opinar de forma objectiva e ajudar a informar a nossa comunidade menos esclarecida a real motivação e consequências daí advenientes quer para a nossa Companhia de bandeira, quer para a nossa comunidade, evitando assim os desdizeres, o fladu fla, as especulações, manipulações, desinformações e aproveitamento político, sempre oportunisticamente utilizados nessas circunstâncias, concluí que essa prerrogativa de viajar com duas maletas acompanhadas e pagar 100 dólares por cada volume extra e não pelo peso, só acontecia aos passageiros que viajam dos Estados Unidos em descriminação dos demais patrícios nossos e não só espalhados pelos quatro cantos do mundo e em grave prejuízo financeiro para os TACV, uma companhia em situação financeira caótica.

 

Uma outra conclusão a que cheguei sobre as razões do favorecimento dessa rota sem ter em conta os parâmetros que norteiam a boa gestão, ou seja sem equilibrar o b a ba de uma gerência comercial criteriosa dos custos/benefícios foi a que essa decisão ligeira teve como motivação, simplesmente dar continuidade à prática então exercida pela Companhia Aérea Sul-africana – SAA, sem se preocupar em fazer um estudo, ainda que incipiente, utilizando apenas o comparativo entre as duas companhias, no que diz respeito a frotas existente, rotas utilizadas, passageiros transportados ou a transportar, etc, etc.

 

Como escape para justificar essas benesses que nos eram prendadas até ao passado dia 1 de Março, muitos argumentam que eram pelo facto das tarifas praticadas pelos TACV na  linha da Europa serem mais baratas do que as praticadas na rota dos Estados Unidos. Nada mais falso! De facto, se levarmos em conta outros factores de ordem comercial que muitas vezes são levadas em conta ao atribuir o preço dos bilhetes, como números de passageiros transportados, frequência de voos, despesas de operação, concorrência, distância, paridade cambial, etc. etc. até poderia ser que o preço de e para a Europa fosse mais barato, só que não é o que acontece na realidade. Para elucidar aos estimados leitores deixo aqui as tarifas a serem praticadas no próximo Outono, mais precisamente na segunda quinzena do mês de Setembro do ano em curso, por uma semana: Boston/Praia/Boston, 70.750$00 (setenta mil, setecentos e cinquenta escudos cabo-verdiano), aproximadamente 7h00 de voo, Lisboa/Praia/Lisboa, 71.350$00 (setenta e um mil, trezentos e cinquenta escudos cabo-verdianos), 4h30 de voo, Paris/Praia/Paris 84.350$00 (oitenta e quatro mil, trezentos e cinquenta escudos cabo-verdianos) cerca de 5h00 de voo e Amsterdão/Praia/Amesterdão, 81.850$00 (oitenta e um mil, oitocentos e cinquenta escudos), cerca de 6h00 de voo.

 

Com esse pequeno exemplo penso ter esclarecido algumas pessoas que continuavam teimosamente a insistir nessa mesma tecla, quanto à diferença de preço praticado pela nossa Companhia aérea de Bandeira em relação a outras linhas. É preciso ter em conta que a política de preços e outras praticadas por qualquer empresa tem como objectivo primeiro torna-la mais rentável e mais viável. Para isso, estabelece-se determinados critérios, com muitas variáveis, não obstante, muitas vezes, por uma empresa pública é preciso conciliar a política financeira com a de proximidade, tendo em conta as especificidades do nosso país, de ser um país de emigrantes com um forte apego à Terra Mãe. É nessa perspectiva que contamos aqui na nossa comunidade com valentes operadores que, periodicamente, promovem voos com tarifas especiais a fim de facilitar aos nossos emigrantes uma visita à terra natal. Quantos de nós já viajou para Cabo Verde, por menos de quinhentos dólares? Pelo menos eu já o fiz por mais do que uma vez! Aproveito aqui para encorajar aos promotores de viagens a serem mais audazes e confiantes, nessa política de aproximar os nossos concidadãos à Pátria, aproveitando outros meios como cruzeiros que este ano têm aportado os portos de Cabo Verde quase que diariamente, voos charters utilizando as Companhias ‘‘low cost’’, etc. etc.

É de se reconhecer que comparativamente aos anos oitenta e noventa, não obstante as muitas limitações que a nossa companhia de bandeira apresenta, uns por limitações do próprio país outras por erros grosseiros de gestão estamos melhor servidos e a distância dos nossos emigrantes para com a mãe terra vêm-se diminuindo paulatinamente. Penso que não devemos ser ingratos e ver só para o nosso umbigo. Muito de nós, sem querer ofender ninguém, e aproveito para me desculpar se feri alguma susceptibilidade, não valorizamos o que é nosso, queremos sempre o bom e barato, sem se preocupar com as consequências do amanhã.

 

Muitos de nós, que têm viajado por outras paragens e em outras companhias aéreas, temos a noção clara que as tarifas praticadas entre as companhias aéreas tradicionais não diferenciam-se muito, com excepção, como é óbvio das novas companhias sharters, as conhecidas por ‘’low cost’’ que escolhem algumas rotas rentáveis durante um determinado períodos, ou melhor preocupando-se apenas com a sua rentabilidade e servir dos passageiros para melhor desfrutar. Para muitos de nós, o que interessa é usar e abusar da nossa Companhia aérea, nem que para isso ela venha a arruinar-se. O mais jocoso disso tudo, é ver a satisfação estampada na nossa cara, quando em épocas consideradas baixas os TACV com o propósito de garantir a ligação dos cabo-verdianos à terra, perdendo dinheiro, correndo vários riscos, voando com o avião praticamente vazio, faz viagens a baixo custo ou seja a menos de quinhentos dólares, e a ingratidão dos mesmos quando são obrigados a viajar quando acontece o inverso, portanto em ocasiões consideradas na gíria aeronáutica de época alta, em que a Companhia compensa com preços mais elevados. Nesse momento todos falam mal, desprestigiando, detraindo e maldizendo a nossa companhia.

 

A grande verdade é que muito de nós gostamos de encontrar tudo de mãos beijadas e sem sacrifício, como se dizia ‘na fabal’’. Mas é preciso termos em conta que tudo nesta vida tem um preço, nada cai do céu! Neste momento de crise e de sérias dificuldades financeiras com que depara os TACV, devemos  perceber e entender o porque dessas medidas e colaborar. Aliás, todos nós devíamos estar cientes que essa mordomia exclusiva dos passageiros dos EUA, mais cedo ou mais tarde ia acabar, visto que era uma medida dos TACV Boston.

 

Entendo que o Cabo-verdiano tem a tradição de ao regressar à terra, levar uma lembrançinha a cada dos familiares, amigos e conhecidos que deixou em Cabo Verde, mas isso não tem que ser feito à custa do suor dos outros cabo-verdianos. Desde logo temos de nos adaptar à nova realidade, como fazem os nossos patrícios que vivem em outras paragens como Portugal, Angola, Brasil, entre outros, o de enviar antecipadamente encomendas, via marítima tempos antes da nossa chegada.

È minha convicção que não devemos e nem podemos por interesses mesquinhos banalizar a nossa companhia Aérea, por invenções e maldizeres, temos sim de ser críticos quando as coisas andam mal, mas temos também de compreender, sobretudo, as nossas limitações e dificuldades e ajudar lá onde é possível. A nossa terra é pobre mas cobiçada por muitos ricos. Somos um país de homens e mulheres inteligentes e abnegados, movidos por uma enorme vontade de vencer, vontade esse que nos projectou e nos fez passar de um país inviável em1975 para um país de desenvolvimento médio hoje. Estou ciente que esta mesma motivação irá fazer com que os TACV, nossa companhia de eleição, mais cedo ou mais tarde voará mais alto e passará a estar na boca do mundo para as melhores razões e não por causa dos atrasos sistemáticos, do mau relacionamento do pessoal de terra com os passageiros, etc. etc.

 

“Aliás, a ambição de qualquer companhia Aérea, é fazer o melhor para a sua comunidade emigrada, e os TACV não foge às regras, basta recorrer-mos a história para concluir-mos o  sucesso, que fizeram tintas correr nos Jornais Internacionais. Em 1980, quando os TACV obteram o seu primeiro Avião de 48 passageiros, o Jornal Africa  no seu editórial fizeram manchete o seguinte: Cabo Verde Cinco Anos Independente já possui o seu pequeno avião de longo curso, enquanto Gambia em 20 anos ainda nada”

UNIDOS VENCEREMOS A CRISE

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  1. pedro barbosa

    O Sr convenientemente escolheu a tarifa de uma semana no Outuno; porque nao comparar as tarifas de epocas altas e para periodos superiores a uma semana ?
    You must be paid by TACV to do this comercial. Capeverdians in United States fly to destinations all over the world and they know when they are caught in a trap because they have no alternatives.
    Preach to another choir.

  2. Carlos Jorge Wahnon

    Ma qem è este atrzode mental,tànà, qe tita defendè a MAIOR ASNERA de Cabo Verde, os transportes atrzodes de Cabo Verde?… Triviment tem limite!!…

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