Ex-ISECMAR: sem lei nem roque

13/03/2013 01:28 - Modificado em 13/03/2013 08:21

Ministro do Ensino Superior e CiênciasJá se sabe que na UNI-CV, normalmente o rei vai nu. Agora, o que o Ministro não quer ver é que o Departamento de Engenharia e Ciências do Mar, Ex-ISECMAR, no Mindelo, está sem lei nem roque: presidente do CD que faz gestos obscenos, batucada à porta das instalações, exames cancelados, intimidação a professores e alunos.

 

 

O conselho directivo do Departamento de Engenharia e Ciências do Mar, Ex-ISECMAR, continua a colocar uma cortina de fumo na tentativa de não deixar ver o que se passa para além do boicote dos alunos. A Reitoria, depois de mandar um enviado especial sem soluções e sem capacidade negocial a São Vicente, remete-se ao silêncio. O Ministro do Ensino Superior e Ciências, apesar de saber que alunos da universidade pública estão a boicotar os exames continua remetido ao silêncio, como se não tivesse nada a ver com o assunto. Os professores do Ex-ISCMAR ainda não vieram a público mostrar a sua posição. Até parece que, como o ministro e o Conselho Directivo, não têm nada a ver “com aquilo”.

O NN apurou que no privado alguns professores têm-se manifestado contra a forma como a direcção do campus universitário está a conduzir o processo. Num e-mail enviado a este online, um professor acusa o Conselho Directivo de “intimidar alunos e docentes obrigando-os a realizar exames em condições inaceitáveis”. Estes professores, cujo pedido de anonimato respeitamos, asseguram: “Vi alunos e docentes amedrontados numa sala quente, sem arejamento suficiente e vigiados por um miliciano. Não podemos aceitar este estado de coisas. Parece que já se esqueceram que vivemos num país livre e que o tempo em que apanhavam as pessoas em casa à noite e as levavam para outra ilha sem saberem para onde iam, é só uma triste lembrança.

Houve quem deu a vida para que pudéssemos ter esse privilégio…”. Este professor manifesta solidariedade aos alunos escrevendo: “Caros alunos, espera que continuem assim, manifestando passivamente, evitando toda a conduta violenta, não respondendo a obscenidades e a provocações e abstendo-se de quaisquer actos que vos possam envergonhar mais tarde ou de comprometer a vossa reivindicação”.

 

Gestos obscenos

 

Outro professor num e-mail dirigido à Reitoria e a vários outros departamentos da UNI-CV demarca-se da posição do conselho directivo e de alguns gestos obscenos que os alunos dizem que foram feitos pela presidente do CD “mais que me demarcar dos referidos actos, sou a apresentar aos alunos e à comunidade académica, a parte de desculpas que me cabe, por afinal, esse inqualificável acto de vulgaridade vir não de um membro qualquer, mas de quem, presidindo esta instituição à qual nos honra a todos pertencer, tinha e tem, o dever de nos representar perante terceiros em juízo ou fora dele com dignidade, lisura e bom senso”. Em relação à luta dos estudantes este professor considera que: “Esta atitude é de repudiar ainda mais quando ela decorre da oposição intolerante ao direito inalienável dos alunos de protestarem contra uma taxa que, todos sabemos, não é prática em universidade alguma e só teria cabimento numa política universitária plutocrática e anti-social que não pode ser o apanágio do ensino superior público”.

 

Já se sabe que na UNI-CV normalmente o rei vai nu. Agora o que o Ministro não quer ver é que o Departamento de Engenharia e Ciências do Mar, Ex-ISCMAR, no Mindelo, está sem lei nem roque.

  1. verão caboverdiano

    Ém toda parte do mundo as revoluções começaram com os estudantes. Até que enfim os caboverdianos de amanhã já começaram a abrir os olhos e verem que o paicv afundou este país. Força estudantes.

  2. Jennifer

    Continuem a luta colegas

  3. Sãovicentino

    Eu acho que esses estudantes estão a lutar pelos seus direitos e tem toda razão, se sentirem que os seus direitos estão a ser violadados, tem toda a legitimidade de lutarem e consegui os seus objectivos, sem violência na base do dialogo, agora eu gostaria de responder a esse tal verão caboverdeano, que não politizem tudo nesta vida, tentem dar o nome justo a essas legitimas manifestações.

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