PM consegue unir as duas centrais sindicais: Todos contra a politica laboral de JMN

11/05/2012 00:03 - Modificado em 10/05/2012 23:41

O primeiro ministro, José Maria Neves, está prestes a entrar para a historia de Cabo Verde , também, como o primeiro ministro que conseguiu a unir as duas centrais sindicais contra medidas tomadas e não tomadas pelo Governo. Isto porque tudo indica que a manifestação marcada para dia 1 de Junho é imersível. Tanto que as centrais sindicais já deram conhecimento das suas intenções ao Presidente da Assembleia Nacional e ao bispo de Cabo Verde.

Apesar da ministra Janira Hopffer Almada ter mostrado disponibilidade para o diálogo , e para a concertação parece que já vem tarde . Particularmente no que toca a exigência por parte dos sindicatos referente a “ reposição do poder de compra dos trabalhadores” que no entender de Júlio Ascensão Silva governo esqueceu-se . Mas o líder da UNTC-CS vai mais longe e acusa o Governo de faltar como os compromissos assumidos nomeadamente em relação a “fixação do salário mínimo, da promessa do 13º mês e do novo PCCS na Administração Pública, os acordos celebrados entre os sindicatos e o Governo no que respeita a algumas classes profissionais, como os professores, os enfermeiros e os marítimos estão, também”.

O líder da CSL , diz que a manifestação vai ter mais impacto nas ilhas de São Vicente , Santiago , Sal e Santo Antão e questionado com a posição do Governo, segundo a qual, só revê os salários depois aprovado o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), José Manuel Vaz respondeu que o executivo “não pode condicionar os parceiros sociais”.

O certo é que qual quer que seja o resultado da manifestação , José Maria Neves vai conseguir a proeza de unir as duas centrais sindicais contra o Governo. Isto quando é sabido que essas centrais sindicais têm andado durante muito tempo a toque de caixa dos partidos políticos. Do PAICV , no caso da UNTC-CS e do MpD , no caso da CSL . Outros acham que estamos na presença do “ amadurecimento do movimento sindical“.

 

  1. Será que a Fogo, Maio, Brava, Boavista, S.Nicoulau não tem funcionários públicos?

  2. Os sindicatos tem de defender os direitos dos trabalhadores, é justo esta manifestação, e o Governo deverá cumprir os seus compromissos com os trabalhadores caboverdianos, que cada dia perdem o poder de compra e sofocados com custos elevados de vida. Com actualização dos preços dos produtos petrolíferos e bens de primeira necessidade, e alta taxa de desemprego.
    Cps

  3. joao

    APOIO A DECISÃO DAS DUAS CENTRAIS SINDICAIS, POIS HÁ UM CONJUNTO DE QUESTÕES SOCIAIS QUE O GOVERNO NÃO QUER RESOLVER. ONDE ESTÁ A SOLIDARIEDADE DO GOVERNO PARA ESTE POVO SOFREDOR?

  4. Se este nosso governo não é solidário com o povo, isto ja sabemos, porque na realidade temos um primeiro ministro que não compra com a sua palavra e mente publicamente, com a promessa do 13º mês e em relação a “fixação do salário mínimo, isto é só conversa, gostaria que a nossa ministra Janira Hopffer Almada ir fazer trabalho de empregada domestica em casa de patroa e receber a miseria de 6000$00 e sem seguro, a senhora ministra vai ver o que é bom para tosse . Um abraço para todas as domestica .

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