Protesto no ex-Isecmar: professores cancelam exames por falta de condições

11/03/2013 00:08 - Modificado em 11/03/2013 00:16

Protesto no ex-Isecmar faz professores cancelarem os examesA manifestação realizada por estudantes do ex Isecmar que recusam pagar uma taxa de mil escudos por cada exame que realizarem na segunda chamada continua a deixar marcas nessa instituição: o Conselho Directivo garantiu que todos os exames seriam realizados, mas o certo é que com o passar dos dias de protesto, há professores a não irem nessa cantiga.

 

NN apurou que alguns professores do ex Isecmar estão a cancelar os testes de exames nas suas disciplinas, porque considerarem que não há condições para darem essas provas. Este online soube que a tentativa do Conselho Directivo em fazer com que os exames decorram em salas “mais protegidas do barulho” não está a surtir os efeitos esperados.

Isto porque para além dos atrasos que duram cerca de hora e meia, há docentes há tomarem a decisão de dar um “Não”, a tentativa da direcção em forçar a realização dos exames, em condições impróprias”. Segundo o que apuramos, existem alunos que se inscreveram para os exames, mas que até esta data não realizaram qualquer prova. E dizem não ter informações sobre a data em que estas serão realizadas.

 

Luta

Recorde-se que a reunião com um dos membros da reitoria da Universidade de Cabo Verde (UNICV), Bartolomeu Varela, que veio da cidade da Praia com o propósito específico de falar com os estudantes da ex-Isecmar, não surtiu o efeito que os alunos esperavam.

Estes sentiram que tudo ficou na mesma, por isso prosseguiram com a sua acção de protestos, pelo que na manhã de quinta-feira 7, dia em que os exames arrancaram, os estudantes boicotaram a realização dos exames e lançaram palavras de ordem, como “Educação sem exploração” e “Basta de injustiça, a luta continua”.

O protesto prosseguiu nos dias seguintes, 8 e 9 e com os estudantes a fazerem um balanço positivo com base na adesão e união por parte daqueles que não concordaram com essa taxa. Mas afirmam que a luta vai prosseguir de forma pacífica enquanto a situação não foi resolvida, porque “a intenção não é protestar, por protestar, queremos que haja uma solução para as nossas reivindicações, ou seja estamos a lutar pela justiça” sublinham os alunos.

  1. Os alunos têm razão. Quem não dispensa é avaliado em exame. O Reitor para recolher mais uns escudos baptizou o exame regular de Exame de Segunda Época e quis impô-lo à viva força.
    A Direcção do DECM não soube perceber os alunos e intervir junto da reitoria. O senhor que veio da Praia ainda menos conseguiu perceber que os alunos não são paus mandados. E muito menos foi capaz de medir as consequências dum braço de ferro desnecessário e injusto para os alunos. Corrigir o erro urgente.

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