Ás vezes o seguro não morre de velho

6/03/2013 01:29 - Modificado em 6/03/2013 01:29

agua7Qualidade da água produzida pele ELECTRA e a amiúde colocada sob suspeita. A empresa garante a qualidade com a realização de testes diários.Uma minoria desconfiada não consome. Maioria está como o velho ditado : o que não mata engorda.

 

O Ministro do Turismo, Indústria e Energia, Humberto Brito, garantiu em São Vicente, durante o Conselho de Ministro Especializado, a qualidade da água distribuída pela Electra. Disse que a Electra “tem a obrigação de, diariamente, fazer a recolha e ter resultados destas amostras”. Mas levanta o problema das redes pelo facto de não haver continuidade de pressão de água nas redes, o que pode trazer problemas a qualidade final da água que consumimos.. De forma conclusiva, o ministro afirma: “a água produzida pela Electra é uma água com qualidade e de confiança”, mas há, sim, “o problema das redes”. E garante que se tem trabalhado nesse problema.

 

Seguro morreu de velho

 

Apesar de assegurada a qualidade da água por parte do ministro, os mindelenses ficam com um pé atrás. Entre o ficar com sede ou beber a água da Electra, a escolha recai sobre a água. Isso é meramente por uma questão de “falta de opções”. Patrick Santos é um dos que usa, mas se “pudesse não beberia”. Acrescenta Maria da Luz, em Fonte Francês, que muitas vezes “o próprio aspecto da água não é confiável”. Isto, quando fala da questão da cor que já apresentou algumas vezes ao sair da torneira.

 

Apesar do consumo quase generalizado por parte dos mindelenses e de uma certa insegurança, a expectativa é que a “qualidade tanto falada pelas autoridades possa ser verdade”, isto, nas palavras de Fredson Fortes. Mas de forma concreta Patrick diz que “de uma forma ou de outra não têm muita opção”. “Nós não sabemos como é que a água é fabricada e todo o processo por que passa”, diz Rui Fortes. Esta falta de conhecimento pode estar na base de alguma insegurança.

 

Mas, enquanto por falta de opções uns usam-na, outros preferem comprar garrafões de água industrializada como forma de “terem mais segurança com o que bebem”, como diz Eneida dos Santos. Mas se é certo que alguns se importam, outros, a maioria, não ligam muito à questão porque “basta ser água” não é preciso saber mais nada.

  1. joao

    será que a qualidade de agua e´ testada diariamente, só conversa, na Praia esses dias a agua esta muito enferrujada, não da nem sequer para tomar um banho de qualidade!!!!

    como é que é ????? é brincadeira !!!!!

    tenham mais respeito com a sociedade, somos nos quem tem vez e voz….. estamos muito atento, e por favor desde já, quando é que os preços de agua e energia vão baixar????

    Estamos aguardando a promessa de mais um dos discursos que eu ouvi por ai!!!

  2. Luis Ribeiro

    Verdade é que a água quando chega ás nossas casas tem uma cor horrível. É um amarelo impressionante. Drama mesmo é não vermos o Governo empenhado em fazer a substituição das condutas, apesar de tento prometer fazer isso. Nós consumidores da Praia, pedimos o mínimo respeito pela nossa saúde. Certamente que nenhum governante ou deputado bebe dessa água. O consumo é só para nós coitados que não podem comprar água engarrafada. Mas esta água tbém não dá para lavar roupa.

  3. Carlos Silva - Ralão

    Quem garante que as águas engarrafadas vindas do exterior têm qualidade? Pois, em 1997 quando vistei uma indústria no Porto, um engenheiro da produção da respetiva industria deixou escapar uma informação que a fábrica da cerveja Sagres enviava para os Palop a pior produção, ou seja, as que não passavam no controle de qualidade. Como se pode confiar na água engarrafada do exterior, se todos os dias ouvimos falar de poluição de rios na europa, etc…?????

  4. Carlos Silva - Ralão

    Dando sequência ao meu 1º comentário, quando surgiram as águas engarrafadas do PURÁGUA e da TRINDADE, todos começaram a malhar em cima, desconfiando e chegando ao cûmulo de descredibilizar as mesmas marcas cabo-verdianas. Pois, eu hoje só compro água engarrafada no mercado, da PURÁGUA ou mesmo da TRINDADE, como forma de defender o produto nacional e os referidos postos de trabalho. Conheço gente da Electra que bebe a água da Electra, e sei que os técnicos são profissionais e competentes.

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