Revelação: suspeito de roubo confessa em Tribunal ser o autor do atentado contra o juiz Faustino Monteiro

5/03/2013 02:20 - Modificado em 5/03/2013 02:41

pistolaUm indivíduo da ilha de Santiago, conhecido na ilha da Boa Vista por “Djupi”, cuja identidade verdadeira ainda não foi descoberta pelas autoridades, afirmou no  Tribunal da Boavista  ter disparado contra o juiz Faustino Monteiro que em 2011, sofreu uma tentativa de homicídio nas imediações do Hospital Agostinho Neto.

 

O Tribunal da Boa Vista proferiu a sentença contra um indivíduo acusado de crimes de roubo, assunção de identidade falsa e furtos. Conhecido por “Djupi”, o arguido apresentava-se às autoridades com várias identidades falsas, entre elas, “José Tavares Silva”.
Este online apurou que o indivíduo foi condenado a uma pena de 9 anos pelos crimes descritos na acusação mas, o caso fica marcado por uma confissão de “Djupi” durante a audiência de julgamento. O arguido afirmou ser o autor do atentado contra  o juiz Faustino Monteiro, na ilha de Santiago, em Julho de 2011.

Atentado

 

Recorde-se que o magistrado foi baleado numa mão e que um cidadão de nome, Charles Pereira foi detido pela Polícia Judiciária como suspeito do crime. Charles, referenciado como ex-membro da Legião Francesa foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por homicídio simples na sua forma tentada contra o juiz.
O Tribunal confirmou a acusação, quando em audiência de julgamento, o suspeito negou a autoria do crime. A ser verdade ou não, aquilo que “José Tavares” disse ao Juízo Crime da Boa Vista, os factos da confissão foram enviados para a Procuradoria da Praia e, ao que parece, o caso pode vir a desembocar numa nova investigação por parte da Polícia Judiciária.

Investigação

 

Segundo o que apurámos no Tribunal da Boa Vista, “as autoridades terão que apurar a veracidade das afirmações desse indivíduo. Isto é, saber se a sua confissão é verdadeira e qual é o seu fundamento para assumir a autoria do crime ou se se trata de um esquema para ludibriar as autoridades”.
De realçar que na ilha de Boa Vista, as autoridades realizaram diligências para apurarem a identificação e a idade do indivíduo mas, pelos nomes com que se identifica, ficaram a saber que esses nomes não constam dos registos da Conservatória do Registo Civil da Praia.

  1. ex-legionário

    Acreditem que se realmente o Charles foi legionário, dificilmente falharia o seu alvo! São cinco anos (contrato obrigatório) de treino para os mais diversos senários de guerra logo são 5 anos de treino de tiro (começa-se e termina-se o legionário com munição real). Se é leogionário alvo seria abatido com uma munição! A legião Estrangeira é uma tropa de elite, o treinamento básico é conduzido pelo 4º Regimento da Legião Estrangeira e tem uma duração de 15 semanas.

  2. Lígia

    Uma vergonha aquilo que fizeram com Charles Eusébio Pereira, um soldado, datentor da Legião de Honra Francesa, e comando especial da Tropa de Elite da França. Como que um homem com essas características faria esse atentado grotesco e bizarro, deixando o paspalho do Juís Faustino com margem de manobra para fugir e maquinar a sua versão. Naturalmente que tudo isso foi montado para incriminar o homem que estava «marcado para ser preso». Uma vergonha. Tudo isso vai acabar mal.

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