Dia eleitoral começa com violência no Quénia

4/03/2013 12:07 - Modificado em 4/03/2013 12:07
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QuéniaPelo menos quinze pessoas morreram num ataque de guangue armado com machetes na madrugada de segunda-feira, marcando um início de dia de eleições tenso.

Ainda as urnas não tinham aberto e já havia violência no Quénia: pelo menos quatro polícias foram mortos num ataque com machetes. A polícia estava em força nas ruas para impedir a repetição de violência. Nas últimas eleições, em 2007, mais de 1200 pessoas morreram no período pós eleitoral.

 

Esta eleição presidencial é considerada a mais complicada e difícil votação dos 50 anos de história do país.

 

Entre os candidatos estão um dirigente procurado pelo Tribunal Penal Internacional, Uhuru Kenyatta (acusado justamente por ter orquestrado a violência pós eleitoral), e Raila Odingga, actual primeiro-ministro, cujo pai foi o primeiro vice-Presidente do país. Kenyatta tem, segundo as previsões, uma magra vantagem sobre Odingga. E já prometeu que se vencer irá colaborar com as investigações do TPI para “limpar o nome”.

 

Os cidadãos votam ainda para um novo Parlamento, governadores e outros responsáveis. Com um nome mais reconhecido internacionalmente, está outro candidato, mas a governador: Malik Obama, meio-irmão do Presidente norte-americano, Barack Obama. A mensagem de Malik era aliás a mesma do meio-irmão nos EUA: Mudança. Malik defende erradicação de pobreza, desenvolvimento de infra-estrutura e industrialização.

 

A participação previa-se alta, com muitas filas para votar a começarem às quatro da manhã, duas horas antes da abertura oficial das urnas.

 

O ataque em que morreram os polícias em Mombaça está a ser atribuído a um grupo separatista que quer um Estado na parte costeira do Quénia. Houve ainda outros dois ataques semelhantes, que não terão deixado vítimas, na mesma zona. A violência levou a que alguns observadores eleitorais internacionais fossem retirados para os seus hotéis.

 

A serem confirmados, estes ataques parecem ter tido motivos diferentes dos que levaram à violência após as eleições de 2007, mais ligados às divisões étnicas.

 

Temendo a violência, conta a Reuters, muitas lojas optaram por não ter muita coisa em stock e algumas pessoas a viver em zonas tribais mistas regressaram temporariamente às suas terras natais.

 

publico.pt

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