Desvio de 12 mil contos da SILMAC: Tribunal pode impor a ex-funcionária a restituição do dinheiro desviado

4/03/2013 09:59 - Modificado em 4/03/2013 10:06

maretlo juizEm Outubro de 2012, o Notícias do Norte trazia à praça pública, o caso de uma funcionária da Silmac que estava sob investigação judiciária por suspeitas de desvio de dinheiro da empresa. Jandira Neves incorre numa pena de prisão e ainda pode vir a pagar uma indemnização a essa empresa pelo desvio de cerca de 12 mil contos.

 

O processo-crime está em fase de instrução para se apurar como é que a ex-responsável da área administrativa procedeu ao desfalque. Por ordem do Juízo Crime, Jandira Neves está interdita de sair do país e tem que fazer uma apresentação periódica às autoridades.

Finda a instrução, o Ministério Público vai fazer a pronúncia dos crimes que a cidadã deve responder em tribunal, quando está indiciada pela prática do crime de abuso de confiança e falsificação de documentos. Mas a nível interno, Jandira já sofreu as consequências, porque no âmbito de um processo disciplinar, a Silmac decidiu pelo despedimento por justa causa.

A ex-funcionária é suspeita de montar um “esquema fraudulento” de onde extraiu cerca de 12 mil contos, sem que a empresa contratada para fazer a auditoria e os responsáveis da Silmac tivessem detectado “irregularidades graves” na gestão da ex-responsável da área administrativa.

Mas a acção de Jandira Neves pode ter contornos na justiça, para além da medida de pena criminal, isto é, apesar do desfalque derivar de uma “falha no processo de controlo das actividades realizadas pelos funcionários da empresa”, pelo seu acto ilícito, o Tribunal pode impor que a arguida restitua o valor à sua ex-empresa.

Este online sabe que a Silmac está à espera da conclusão do processo-crime para depois de deduzida a acusação entregar um pedido ao Tribunal, para que a ex-trabalhadora pague uma indemnização pelos danos causados à empresa.

  1. Ambrósio Lima

    12.000 contos na Silmac. 11.000 contos na Fábrica de Tabacos. 20.000 contos no BCA de Porto Novo. 12.000 contos na Enacol/Kiki Lima. 10.000 contos na Câmara de S. Nicolau. Outra data de mil contos na Caixa Económica em Coculi. X mil contos nas falcatruas dos terrenos em S. Vicente.
    Isto é apenas o que se conseguiu saber, por causa do descuido das ladras e dos ladrões.
    Quantas fortunas súbitas andam por aí a exibir-se, à custa do suor e sacrifício dos caboverdianos! Que vergonha para o nosso país!

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