Juiz absolve arguido acusado de violar ex-namorada

9/05/2012 00:00 - Modificado em 8/05/2012 22:58

O juiz Antero Tavares absolveu o arguido Aristides Gaspar, alegando que o Tribunal ficou com algumas dúvidas razoáveis, se o arguido cometeu ou não o crime. Explicou ainda que em caso de dúvida o arguido fica sempre absolvido pelo princípio de in dúbio pro réu.

O juiz Antero Tavares procedeu com a leitura de sentença de um caso de agressão sexual. O arguido Aristides Gaspar vinha acusado da prática de um crime de agressão sexual e um crime de ameaças de morte. O juiz absolveu o arguido alegando que o Tribunal ficou com algumas dúvidas razoáveis  quanto ao caso. Pois explicou que no depoimento da vítima, houve muitas contradições que originaram essas dúvidas. Segundo o juiz o Tribunal ficou com dúvidas se foi ou não o arguido que praticou o crime, pois segundo os depoimentos da vítima o agressor estava com um gorro na cara e não deu para conhecer o agressor.

Dado a estas dúvidas, o Tribunal absolveu o arguido dos dois crimes e explicou que em caso de dúvidas, o arguido é sempre, beneficiado, com o princípio de in dúbio pro réu.

O caso aconteceu em Junho de 2007 quando a vitima saia do seu trabalho a noite, na zona de Ribeirinha e foi abordada por um individuo que a violou e a ameaçou de morte caso apresentasse queixa.

  1. Mindelense

    Pois, está aí mais uma prova de que as Leis de Cabo Verde beneficiam os bandidos e não as vítimas. Graças a Deus que esta mulher não é minha filha, irmã ou mãe, porque se não, esse indivíduo seria perseguido por mim até o fim dos meus dias, até quando houvesse uma oportunidade de ele sentir como é sentir-se violado!!!!!
    Quanto a vitima ela pode ficar tranquila que a justiça dos homens falha, mas a de Deus, jamaissssssss, esse indivíduo um dia sofrerá uma perda irreparavel também, Deus não dorme.

  2. zany

    Adorei o comentário em cima.Tem toda a razão.
    Quanto ao juíz,com certeza,se se tratasse da sua familia,por exemplo,da sua filha linda,ele não deixaria que as dúvidas livrassem o arguido da masmorra.

  3. Maria

    Pois…na duvida deixam o suposto agressor na rua, e caso for mesmo ele, ele voltará a fazer isso e agora com consequências mais graves…conseguem imaginar o quê??
    É…a Justiça – e a caboverdeana mais ainda – é totalmente cega!!
    Não me conformo com o que vem acontecendo nestes tribunais!! São absurdos e mais absurdos que nem dá para acreditar!
    Ficam na dúvida e soltam um canalha!! Me poupem!!!

  4. djonny

    Meus senhores o Juíz fez o seu trabalho. Como é que a vítima sabe que foi o Aristides se o agressor tinha a cara tapada?.
    Será que disse o seu nome? Mas se disse porque tinha a cara tapada?
    A justiça falhou só porque se calhar não se fizeram os testes que deveriam ser feitos. Bastava que a vítima fosse ao hospital, ato contínuo.
    Mas fiquem descansados que crimes do género vão parar em Cavo Verde, de certeza absoluta.
    Espero que o Pólo da universidade de Cabo Verde no Mindelo, com o seu laboratór

  5. djonny

    com o seu laboratório consiga fazer parar os patifes.
    é certo que sendo o Aristides o agressor ficou a rir da cara do juíz. Mas e se não foi? criar-se-ia mais uma vítima.
    Sejamos honestos

  6. Joaquim Peta

    Compreende-se o assombro das pessoas, versadas em alguns comentários. Mas, não se pode culpar o Juiz por cumprir a lei.
    Imaginem o contrário, que o individuo é mesmo inocente e apesar das dúvidas foi parar atrás das grades e alguns anos depois sabe-se que afinal não cometeu aquele crime!
    Não choca mais ter um inocente preso que um culpado solto? Penso que sim. O princípio “in dúbio pro reo” existe há muito e não é da responsabilidade de quem aplica a lei.
    Na verdade só nos resta o consolo da justiça divina para quem acredita.
    Saudações.

  7. A. Santos

    O Juiz age de acordo com as leis e a sua consciencia e so a estes deve estar comprometido, por isso que em caso de duvidas, jà existe nas le mae o pricipio de “in dubio pro rèu ” que quer dizer? que na aplicaçao da Justiça se deve ter provas irrefutàveis de que o rèu cometeu um acto ilicito mas em caso de duvidas mais vbale a pena deixar em liberdade um criminoso do que condenar um inocente. è assim que acontece na justiça senao nao era justiça. compreendo este sr. que diz, se fosse a sua filho?

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