Do impacte ambiental ao impacto no Facebook

27/02/2013 00:44 - Modificado em 27/02/2013 00:44

Obra de acesso norte do Porto Grande um assunto que como diz o ditado “dará pano para manga”, visto que os são vicentinos não estão esclarecidos sobre o projecto da obra. Assim como adiantou este jornal, os banhistas não sabem ao certo qual o impacte que as obras podem ter na praia da Laginha.

 

No entanto, a obra de acesso norte do Porto Grande ganha dimensão e não são só os banhistas que se demonstram preocupados mas também os facebookers que aproveitam o espaço para tentar esclarecer e dar voz aos mindelenses. Perante as declarações de Augusto Neves, Franklin Spencer, Presidente do Conselho de Administração da Enapor, José Maria Neves, António Monteiro, Instituo Marítimo Portuário, os são vicentinos demonstram-se preocupados com a Paria da Laginha. Assim, Antunes na página no FB adianta “pelo que vejo, eles vão reduzir um pouco a praia da Laginha, não curti!”. Num outro post é aconselhado a ver as legendas do projecto que circula na internet, logo reconsidera e afirma que entendeu. No entanto, Dave comenta “façam alguma coisa, por favor!” e os facebookers são aconselhados a analisarem o projecto, mas as opiniões e as preocupações soltam-se como: “Ondé quel “barulho” é que foi feito contra quel árvore de natal na rua de Lisboa? É pá um boa causa, no ká pode fcá sem nos Laginha!!!!!!!!!”. São muitos os posts convidando acção . Alguns chegam convocar uma manifestação e outros entram na discussão técnica : -“A questão não é apenas a área da praia mas o impacto das obras na baía da praia que ficará mais fechada, menor circulação de água e maior concentração de algas como a praia de Catchorr“. Mas existe quem discorde e sentencie : “Todos os pareceres técnicos dizem que a obra vai valorizar a praia e um ta lembrá na altura de construção de Pont’dágua, foi mesma cosa e hoje ninguém ca ta poem causa importância que kel projecto teve pa valorização de nós Baía…”.

 

Cada post a sua sentença

 

PEssas são algumas reacções face ao projecto da obra de acesso ao Porto Grande lançadas no faceboock, um meio considerado de comunicação de massa e que evidenciam que são necessárias explicações claras para que se possa compreender a essência da obra. Contudo, são apresentados estudos para um melhor esclarecimento que, no entanto, não são suficientes visto que as dúvidas persistem. Desta forma, Suzy Rosa aposta no faceboock onde encontrou, finalmente, um artigo científico, bem elaborado, com metodologia, baseado em pesquisas concretas e fontes credíveis sobre o impacte da obra na Laginha. É o estudo apresentado por Guilherme Mascarenhas, licenciado em Engenharia Electrotécnica pela FCTUC e Mestre em Engenharia Electrotécnica pelo IST/UTL, mas Ivanildo Santos não se mostra convencido e afirma que “para um leigo em biologia como eu, fiquei sem perceber muito…” e considera que por mais que defenda o projecto e a Laginha, o problema é que os órgãos competentes não se manifestaram de forma concreta. Entre várias reacções, alguns adiantam que não estão contra as obras e o desenvolvimento de São Vicente como frisa Carina Silva que solicita maior transparência e informação e acrescenta que “o problema não é ser contra ou a favor: é não haver espaço para diálogo”.

  1. Verdianinho

    De facto existe demasiada confusão e pouca informação disponível (real e verdadeira). Depois fazemos aquilo que todos devem fazer: procurar informações onde ela deveria existir: jornais em papel e on-line. NÉPIAS. Alguns, por preferências políticas e devido à inconsistência jornalística, só instigam a confusão e desinformam. Mal vai o nosso jornalismo quando os orgãos de informação não fazem aquilo para o qual existem: informar. Dizem os americanos na sua duvidosa sabedoria: NN Shame on you

  2. Carmem

    Verdianinho, o que me espanta é não atenção ás matérias publicadas sobre o assunto de tudo já foi publicado, estudos de opinião,entrevistas aos mindelenses, entrevista do Franklin,INP…vai ver tira às tuas conclusões ma é pena que crioulo sis vida é criticá.

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