Concorrência das lojas chinesas leva comerciantes a procurar a protecção da CM

26/02/2013 00:44 - Modificado em 26/02/2013 00:44
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Um grupo de comerciantes do município do Tarrafal, na ilha de São Nicolau, procurou o presidente da Câmara Municipal, José Freitas para manifestar a sua preocupação sobre aquilo que considera ser uma concorrência desleal por parte das lojas chinesas existentes no concelho.

A reunião decorreu no Paços do Concelho e na ordem do dia esteve a questão dos preços praticados na venda de produtos por parte de comerciantes chineses e de algumas lojas que operam nalgumas áreas de comércio sem terem o licenciamento de comercialização.

Os sete comerciantes revelaram que as lojas chinesas vendem nos seus estabelecimentos uma variedade de produtos, com preços que os comerciantes locais dificilmente conseguem praticar, por isso, consideram que esta situação está a ameaçar-lhes o negócio.

E que esse nível de concorrência não respeita as regras comerciais, uma vez que adquirem os produtos nos mesmos fornecedores que os comerciantes chineses. Segundo a classe “eles lucram mas não investem no nosso país e, por outro lado, há estabelecimentos a actuar sem licença para mais do que um ramo de comercialização”.

Esclarecimento

Lei do mercado

Por sua vez, o edil, José Freitas admitiu que a preocupação dos comerciantes tem razão de ser, mas negou que a edilidade tenha concedido qualquer licença a investidores estrangeiros. O presidente da Câmara Municipal do Tarrafal sublinha que o assunto está a ser discutido, mas que por normas da Organização Mundial do Comércio, não se pode negar licenciamento a nenhum investidor desde que cumpra os requisitos impostos pela legislação.

O autarca admitiu que a “situação é delicada”, mas pediu “bom senso” aos comerciantes no sentido de equacionarem a possibilidade de avaliarem o problema no quadro de uma Associação de Comerciantes, facto impossível, uma vez que no município não existe uma organização dessa natureza.

Mas, José Freitas comprometeu-se em organizar os serviços de fiscalização da actividade comercial no município e deixou claro que “a dinâmica do mercado não deve ser condicionada por medidas mas sim pela dinâmica do preço, comparado com a qualidade do produto que se oferece”.

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