Estado precisa de 80 mil contos para reparar o navio à navegação

25/02/2013 00:28 - Modificado em 25/02/2013 00:28

Depois de ser abandonado pelos afretadores, o navio Praia D´Aguada foi resgatado pelo Estado de Cabo Verde, seu actual proprietário que pretende fazer a reparação do navio. É que o Praia D´Aguada não é inspeccionado desde 2007 e, para voltar aos mares de Cabo Verde de forma legal, necessita de um restauro e de inspecção técnica para ter o certificado de navegabilidade.

 

O Estado de Cabo Verde vai encaminhar o navio, Praia D´Aguada para os estaleiros da Cabnave, depois do Governo ter cessado a cláusula de afretamento que mantinha com a companhia Diallo e Macedo que, depois da caducidade do frete, continuou a utilizá-lo e, com o surgimento de uma avaria, abandonou-o no porto da Praia.

A embarcação apresenta sinais de degradação e avarias mecânicas no motor cuja avaliação prevê que o Estado necessite de cerca de 80 mil contos para recuperar o navio. Questionada sobre o futuro do navio, a Ministra das Infra-estruturas e Economia Marinha assegura que o Estado assumirá os custos dos prejuízos derivados da falta de reparação no Praia D´Aguada como forma de trazer o navio à navegação.

 

Legalidade

“Estamos num processo de regularização dos contratos de afretamento e o Praia D´Aguada está numa situação irregular pelo que foi sujeito a uma avaliação e vai ser entregue à Cabnave para uma intervenção de fundo. E depois dessa intervenção o Estado, em princípio, vai fazer a sua integração numa empresa que está a ser estruturada afirma Sara Lopes.

A Ministra das Infra-estruturas e Economia Marinha sublinha que a nova empresa vai contribuir para “o melhoramento substancial” dos transportes marítimos inter-ilhas. Sara Lopes, garante que o Praia D´Aguada está sob jurisdição de um gestor e acrescenta que a Cabnave já fez uma análise ao navio que vai sofrer a peritagem e algumas intervenções no cais do Porto Grande, antes de ser conduzido aos estaleiros navais.

  1. João Carlos Estêvão

    Boa gestão e bom contrato de afretamento. Quem paga o prejuizo proveniente da má utilização do navio? O afretador deveria ter devolvido o navio no mesmo estado de conservação a que o tinha tomado, a não ser que no contrato não tenha sido incluido tal cláusula.Enfim o povo é que paga e todo o resto sai impune.Que raio de país é este, há ou não há justiça ? A companhia Diallo e Macedo deve ser chamada a razão e participar na totalidade ou na parte das despesas de reparação.

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