Síria: Atentado em Damasco faz 31 mortos

21/02/2013 23:44 - Modificado em 21/02/2013 23:44
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Pelo menos 31 pessoas morreram esta quinta-feira num atentado perto da sede do partido Baas, no poder, no centro de Damasco, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com base numa rede de militantes e médicos no país.

 

Também a agência oficial síria Sana disse que um “grande número” de civis foram mortos e ficaram feridos num atentado com viatura armadilhada, perto da sede do Baas, em Damasco.

“Pelo menos 31 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas no atentado. A maioria é civil”, indicou a organização não-governamental (ONG) da oposição, com sede em Londres, e que obtém as informações a partir de uma extensa rede de militantes e médicos em toda a Síria.

A cadeia oficial de informações síria Al Ekhbariya noticiou tratar-se de um atentado suicida.

Três horas após este atentado, duas granadas de morteiro atingiram o estado-maior sírio, no centro de Damasco, noticiou a Al Ekhbariya. O OSDH também divulgou esta informação.

“A explosão terrorista causou mortos e deixou ferido um grande número de civis, além de importantes danos materiais”, acrescentou a Sana, retomando a terminologia oficial que designa os rebeldes como “terroristas”.

De acordo com a Al Ekhbariya, entre os feridos há crianças porque “há uma escola” perto do local da explosão, ocorrida esta manhã no bairro de Mazraa.

Imagens difundidas pela televisão a partir do local do atentado mostravam vários veículos destruídos e a arder, uma coluna de fumo negro e pelo menos dois corpos de homens ensanguentados, caídos por terra, aparentemente mortos.

Os bombeiros foram chamados para apagar as chamas. A explosão também causou danos nos edifícios mais próximos.

Um polícia no local indicou que o veículo armadilhado tinha explodido na praça 16 de novembro, perto da mesquita Al-Imane, onde se encontra a sede do partido Baas, no poder na Síria há 50 anos.

De acordo com o OSDH, dois outros veículos armadilhados explodiram perto de dois postos dos serviços de segurança, na zona norte da capital síria.

Nos últimos meses, vários atentados mortíferos foram registados na capital síria, visando nomeadamente os edifícios governamentais, dos serviços secretos ou da segurança. Vários foram reivindicados pelos rebeldes islamitas.

O último atentado com veículo armadilhado em Damasco ocorreu a 04 de janeiro, quando 11 pessoas foram mortas num bairro, na zona norte da capital.

A Síria vive uma guerra civil, na sequência da militarização do movimento de contestação violentamente reprimido pelo regime desde o início, em março de 2011.

Os combates opõem soldados a desertores, ajudados por civis armados, mas também fundamentalistas islâmicos vindos do estrangeiro.

O conflito já causou mais de 70.000 mortos e 4 milhões de pessoas a necessitar de ajuda humanitária, de acordo com dados da ONU.

 

 

 

 

cm.pt

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