CMSV opta pelo abate para acabar com cães abandonados nas ruas

21/02/2013 01:35 - Modificado em 21/02/2013 01:41

O método utilizado pela Câmara Municipal para o controlo da população canina da ilha de São Vicente era feito através de envenenamento, os conhecidos “pastéis” que eram colocados na rua para os cães comerem. Com a construção do canil o controlo passou a ser feito pela recolha dos cães e posterior abate dos animais. De acordo com dados da CMSV desde o dia um de Dezembro de 2012 até 27 de Janeiro de 2013 foram abatidos 111 cães vadios . Dos 111 abatidos, 58 foram classificados como doentes e 46 razoáveis.

A regra é que cães vadios apanhados na rua são levados para o canil onde são colocados à espera que os donos os possam reclamar. Se no espaço de três dias os donos não reclamarem os cães, estes são abatidos. Nem mais!

O problema dos cães vadios na ilha é antigo. Em 2011 o NN fez uma reportagem onde cidadãos, autoridades de saúde pública e de protecção dos animais se mostravam preocupados com o facto.

Mas o método de controlo da população dos animais ainda preocupa e não agrada. As pessoas não gostavam do método do envenenamento, tendo inclusive o Delegado de saúde da época, dito que não era defensor dessa prática “mas em muitos casos é necessária como forma de preservar a saúde humana”. O abate também não é visto com bons olhos.

Em conversa, os cidadãos mostram-se desconfortáveis com a forma utilizada. “Acho que não é um bom método”, diz Anildo Gomes. E o sentimento geral é de que deve haver uma outra forma de “tratar” os animais. Mas não colocam de lado as perturbações causadas pelos cães em tempo de cio, nalgumas noites quando não param de latir.

O trabalho da Si Ma Bô

A associação de defesa dos animais Si Ma Bô tem realizado um trabalho para estabilizar a população canina na ilha através da castração. Como adianta Silvia Punzo da Si Ma Bô, essa é a melhor medida para o controlo dos cães e da saúde pública. Ela mostra-se crítica ao método de abate de cães. Para ela, este método “não é a solução” já “que quando os cães vêem que estão a diminuir reproduzem-se mais”.

Além do método, diz que a população tem que contribuir mais neste processo. A associação tem desenvolvido várias campanhas de castração de cães e de gatos de forma a reduzir as respectivas populações. No último senso de cães e gatos realizado pela Si Ma Bô, foram identificados cerca de 12 mil cães. E para a Sílvia, esta população pode ser estabilizada somente pela castração.

 

  1. santos

    e os ladroes vadios…? esta è que me fazia contente!

  2. Eu concordo se no caso houver cães doentes e cheios de coceiras, isto é prejudicial para a saúde publica, mas quanto aos outros acho que deveriam ser castradas.

  3. valdir

    “que quando os cães vêem que estão a diminuir reproduzem-se mais” (simabo)

    Asneira ! A senhora tem que seguir formação : um cão de rua não é um lobo no bosque, ele não tem instinto de sobrevivência coletiva.

    O interesse da associação Simabô reside na população dos cães vadios : sem eles, vai perder o seu financiamento européu. Dos 111 cães abatidos, a metade dos cães apresentam riscos para a saúde publica, e Simabô ousa ainda falar e dar conselhos ? A sua ação é um fracasso !

  4. Observador

    Eu defendo o abate, aliás é que acontece nos caninos quando ha lotação de espaço, a unica diferença é que feito mais discreto que metádo da Camara. Esta provado deste os anos 90 que “Dá Bokote” entre as 4h com recolha as 6h das restos e animais mortos é muito eficaz. Castração resolve o problema de reprodução, mas fica por resolver a questão das doenças e de lixo que estes animais espalham pelas ruas do mindelo. Portando bem haja a reencarnação do “Dá Bokote” de madruga.

  5. Lídio de Silva

    Sou de opinião que para se proteger os cães de estimação é necessário e obrigatório o abate dos vadios, primeiro porque é uma imposição do código de posturas do Município, segundo é a única forma de defender a saúde pública.
    Deve-se ter em conta que os cães vadios, independentemente da doença visivel “sarna”, que nunca apanhou uma única vacina e nem foi desparazitado, está efectivamente doente…
    A proliferação dos cães vadios que deambulam pelas ruas da Cidade é um problema sério.

  6. Lino Públio

    Esta associação devia era financiar a construção e o funcionamento de canis para recolher todos os cães v adios. Apenas desta forma se aceita e é a única alternativa ao abate. Castrar cães e deixá-los na rua como acontece na Praia é grande perigo para a saúde pública. Só quem não sabe da contaminação do meio que as fezes dos cães provoca no meio ambiente é capaz de defender a castração e depois a vadiagem nas raus e não o abate. A Câmara de S.Vicente tem toda a razão em proceder assim.

  7. Lino Públio

    Nos países destes membros da associação SI MA BÔ, os donos dos cães andam com os cães nas ruas com uma pá nas mãos ou num saco para apanharem as fezes. Os cães só saem com açaimo e acompanhados e têm um chip onde estão registados os tratamentos e vacinas. Se um cão ataca alguém ou faz fezes nas raus é abatido.

  8. Ivandro Lima

    Não sei se o “BOKODE” seria uma solução, tendo em conta que também são seres os quais nutrimos sentimentos e vice-versa. Um controlo melhor, seria educar/ensinar à sociedade que os animais quando sobe á nossa tutela devem ser cuidados de forma adequada e nunca abandoná-los quando aparecem com as tais “cocirinhas” ou outros males.
    Quanto ao SIMABÔ, acho que fazem o que podem e, desde a sua criação a vida de muitos animais tornou-se mais digna.
    Façam como eu, adoptem um, porque isso ajuda também.

  9. Anonymous

    E qual é a tua acção?

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