Requisição civil não impede trabalhadores de persistir na greve

14/02/2013 23:40 - Modificado em 14/02/2013 23:40
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Desconvocada a greve de 48 horas a iniciar na manhã de quinta-feira pelos 47 trabalhadores da Empresa de Produção e Distribuição de Medicamentos (Emprofac) por decreto do Governo, sindicalistas e trabalhadores já garantiram não baixar os braços na luta pelos seus direitos. Nem a garantia dada pela Presidente do Concelho de Administração (PCA), Tatiana Barbosa, que as reivindicações dos trabalhadores não terão resposta por parte da empresa vai fazê-los desistir.

 

“Vamos voltar à carga, temos de exigir os nossos direitos”, disse o representante sindical dos trabalhadores Elísio Inocêncio em declarações ao NN. Os trabalhadores da Emprofac exigem que seja pago o prémio de produtividade referente a 2011, que perfaz um máximo de 4 mil contos.

 

O mesmo responsável indica que há 14 anos que o regulamento interno da empresa estipula que esse valor seja pago – sempre que as contas da empresa apresentem saldo positivo – e até não ser actualizado vão continuar a exigi-lo. Isso aplica-se também quando forem publicadas as contas da empresa referentes a 2012, garante o sindicalista.

 

“Não podem falar de crise porque a crise é da porta da Emprofac para fora”

 

Para Elísio Inocêncio de nada vale falar de crise, porque ao contrário de outras empresas participadas pelo Estado, a Emprofac apresentou lucros de mais de 100 mil contos. Desse valor, o Estado já tirou a sua fatia, aproximadamente de 44 mil contos.

 

“Dizem que não vão dar (o prémio de produtividade). Não podem falar de crise porque a crise é da porta da Emprofac para fora”, enfatiza Elísio Inocêncio.

 

Mas é de crise que se falou na assembleia-geral com os accionistas da empresa. Na conferência dada esta manhã pela PCA da empresa, Tatiana Barbosa, informou que “a decisão saída da última assembleia-geral foi a de não atribuição do prémio, tendo o accionista apresentado como justificação não só a conjuntura económica desfavorável, como também a necessidade de alinhamento de algumas empresas de capitais públicos ou participadas pelo Estado”.

 

A PCA mostrou-se satisfeita com a suspensão da greve marcada para os dias 14 e 15 de Fevereiro: “naturalmente evita os efeitos negativos da disponibilidade de medicamentos, um bem essencial à saúde pública”.

 

O certo é que para já os serviços mínimos estão a ser garantidos por parte da Emprofac no Mindelo e na Praia. Esta foi a segunda greve convocada nos últimos dois meses pela empresa

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