Ministra diz que capitão de “Joan Manec” mentiu

12/02/2013 22:40 - Modificado em 12/02/2013 22:40
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A ministra das Infra-estru­turas e Economia Marinha, Sara Lopes, refutou todas as acusações, segun­da as quais ela e o director geral das Pescas estariam envolvidos nas redes de in­fluência para a atribuição de licenças de pesca da Lagosta Rosa, em Cabo Verde.

A governante reagiu com estranheza às declarações feitas na passada quinta-feira, na Rádio de Cabo Verde, pelo capitão do navio de pesca da lagosta rosa “Joan Ma­nec”, Augusto Luis Brissos Lagi, refutando das acusações adiantando que nenhum membro do governo interfere no processo de atribuição de licenças.

Sara Lopes diz ter ficado estupefacta ao ouvir as declarações de Augusto Luis Brissos Laji, e que vai mesmo levar o capitão do na­vio ao tribunal por calúnia e difamação.

A ministra que tutela os recursos mari­nhos classifica de extremamente graves as acusações do capitão do navio e que nunca foi concedida qualquer audiência à esposa de Augusto Luis Brissos Laji.

 

Sara Lopes deixou a garantia que ainda no decurso desta semana o director geral das Pescas, Juvino Vieira, irá dar uma con­ferência de imprensa para esclarecer os cabo-verdianos sobre todas as questões re­lacionadas com o processo de atribuição de licenças de pesca da lagosta rosa.

 

Na passada quinta-feira, Augusto Luis Brissos Laji disse em nome dos armadores do barco, em entrevista à RCV, que na aber­tura da época de pesca da lagosta rosa, a 1 de Dezembro de 2012, houve cinco barcos a pescarem nos nossos mares, quando por lei só poderiam estar quatro, e que, para 2013, os critérios de atribuição de licença não fo­ram respeitados, principalmente no tocante ao historial de pesca.

Foi a partir daqui que, então, começaram as negociações com a direcção-geral das Pes­cas, diz Brissos Laji: “O que acontece é que, em meados de Dezembro, o senhor director-geral das Pescas contactou-nos e pediu-nos encarecidamente para desenvolver uma determinada tramóia para o desenrascar, porque havia quatro licenças e cinco barcos a trabalhar. O barco “Praia Grande” estava a descarregar lagosta sem licença de captura. Pediu-nos que lhe emprestássemos a licença até 31 de Dezembro, com a garantia que em Janeiro nos daria a licença que seria renova­da (a licença de “Joan Manec”).

Uma licença que foi negada de duas for­mas, adiantou. Quer através da retribuição do favor, anteriormente referido por Augus­to Luis Brissos Laji, quer através de concur­so. Num e noutro caso, os sócios do referido navio de pesca contestam, alegando que preenchem todos os requisitos exigidos no concurso.

“Foram apresentados todos os requisitos, inclusive a senhora ministra das pescas, no dia da reunião a 14 de Janeiro, deu palma­dinhas nas costas da armadora maior deste barco dizendo-lhe que ‘vá descansada para casa porque vai ter depois a licença do “Joan Manec”.

Com base neste compromisso verbal, a Sociedade Palmeira e Pescas, Lda, armado­ra da “Joan Manec“, investiu então sete mil contos em material de pesca, contratou pes­soal e comprou mantimentos para a faina. A Palmeira e Pescas diz que não compreende a situação porque, inclusive, neste momen­to há uma embarcação com licença e que já não está em Cabo Verde. Por isso, Augusto Luis Brissos Laji diz que vai a tribunal muni­do de provas.

 

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