Era uma vez o “5 de Julho” que se chamava “Mar Azul”

11/02/2013 01:18 - Modificado em 11/02/2013 01:18
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Foi transformado num barco de passageiros, depois de ter passado pelas Forças Armadas de Cabo Verde e agora a sua sucata vai para o ferro-velho. O navio “5 de Julho” deu vida ao “Mar Azul” que durante anos cruzou a Baía do Mindelo onde se afundou. Há três anos que o casco do navio dormia no mar da baía e agora.

 

A empresa Desindava que está a fazer a limpeza dos navios encalhados na Baía do Mindelo iniciou o processo de desmantelamento do navio “Mar Azul” afundado junto ao cais da Interbase. A empresa tinha como finalidade a de tapar os buracos existentes na embarcação e, em seguida, utilizar um processo de bombagem para trazer o “Mar Azul” à superfície e conduzi-lo ao cais da ex-Onave que reunia melhores condições de trabalho para o desmantelamento.

 

Mas perante as dificuldades causadas pelo aparecimento de novos buracos, o navio está a ser desmantelado no local. Segundo o presidente do IMP “o navio está a ser desmantelado no local porque não havia hipóteses de pô-lo a flutuar. Esgotaram-se todas as possibilidades para trazê-lo à superfície”. Sem meios no país para levantar o navio e colocá-lo em terra, desmantelá-lo na zona de submersão foi a solução”.

José Manuel Fortes sublinha que o desmantelamento do “Mar Azul” nessa área não constitui perigo de poluição para a Baía do Mindelo

 

Desmantelamento

Por seu lado, o responsável da Desindava afirma que “fizemos o corte do navio separando a casa das máquinas do porão. Agora estamos a fazer a fixação do guincho que vai arrastar o “Mar Azul” até ao cais. Com este processo vamos retirar todas as peças necessárias para que o barco fique mais leve e a carcaça será arrastada para uma rampa que dá acesso ao pavimento do cais”.

A Desindava assegura que o processo de desmantelamento está a ser feito com recurso à fundição com oxigénio e acetileno num sistema que permite cortar peças com cerca de 20 toneladas. O responsável da empresa garante que os trabalhos estarão concluídos no prazo de um mês, se não surgirem novos entraves para a retirada do navio da Baía do Mindelo

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