Autoridades marítimas lutam pelo desencalhe

7/02/2013 00:44 - Modificado em 7/02/2013 00:44
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A seguradora P&I Club em representação do armador do cargueiro Terry Tres encalhado a sul da ilha de Santa Luzia fez um estudo sobre a situação do navio e apresentou um plano de remoção por via do desmantelamento. Mas as autoridades marítimas ainda não aceitaram esse plano porque aguardam a elaboração de outros planos para escolherem aquele que não traga perigos para a ilha de Santa Luzia.

 

A garantia do armador do cargueiro é que o desencalhe da embarcação terminaria em finais do mês de Janeiro, mas devido a alguns imprevistos a previsão alargou-se para mais quatro meses, caso se vier a proceder ao desmantelamento do Terry Tres.

Segundo José Manuel Fortes, presidente do Instituto Marítimo Portuário “o armador esteve a trabalhar com empresas pequenas que não tinham capacidade para entrar nesse negócio, pelo que se perdeu algum tempo nessa situação. Mas com a entrada da seguradora P&I Club estamos a conseguir de facto ter planos mais concretos para avançar com a remoção do navio do local”.

O presidente do IMP sublinha que em defesa do ambiente da ilha de Santa Luzia, as autoridades marítimas rejeitaram um plano de desmantelamento da embarcação por via terrestre porque trazia impactos negativos para a ilha, uma vez que seriam deslocadas máquinas e pessoas para o local, bem como a construção de uma estrada de acesso ao Terry Tres.

 

Plano

 

Com a rejeição desse plano, os responsáveis do P&I Club mudaram a proposta, no sentido de se desmantelar o cargueiro por via marítima, o que não altera a possibilidade de gerar problemas ambientais porque os trabalhos demorariam cerca de quatro a cinco meses.

.O Instituto Marítimo e Portuário defende que a decisão sobre o futuro do Terry Tres ainda não foi tomada, porque há necessidade de analisar um plano de remoção que garanta a preservação da ilha de São Vicente.

.Questionado se o Terry Tres pode vir a ser abandonado no local, o entrevistado garante que “a remoção é um processo complexo e a situação do navio é estável porque não existe risco de poluição ambiental iminente. Temos uma empresa empenhada em fazer a remoção do navio, estamos a exigir os planos com alguma pressão e a esperar que o retirem do local.

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