Adolescente de 15 anos foi o primeiro a atacar funcionário da PJ com pedras

3/02/2013 23:12 - Modificado em 3/02/2013 23:12

Este caso já levou cinco jovens a prisão preventiva, mas nas próximas horas, um menor de 15 anos vai conhecer a medida tutelar sócio-educativa aplicada pelo Juízo Cível. Este online soube que o adolescente está na iminência de ser encaminhado para um centro sócio-educativo, uma vez que participou no ataque e que os indícios apontam que foi quem atirou a primeira pedra à cabeça do funcionário da PJ.

Nesta segunda-feira, o Juízo Cível da Comarca de São Vicente vai proceder ao interrogatório de um adolescente de 15 anos detido pela PJ por envolvimento num caso de agressão e roubo a um técnico auxiliar da polícia científica. O menor que reside na zona da Ilha da Madeira fez parte de um grupo de jovens desse bairro que atacou César Silva, técnico da PJ com pedras, garrafas e pontapés na Rotunda da Ribeira.

O grupo estava a assaltar um homem e ao aperceber-se da situação, César Silva acabou por interceptar um dos intervenientes. Mas o técnico da PJ acabaria por ser atacado pelos gatunos que o deixaram inconsciente à beira de uma lanchonete ambulante.

Crimes

Segundo o que apurámos “as provas recolhidas na investigação preliminar revelam que o adolescente foi quem deu início ao ataque, isto é, foi quem agrediu a vítima com uma pedra com cerca de três quilos na parte traseira da cabeça e esta caiu inanimada ao chão. Com esta acção, o grupo agrediu o técnico da PJ com pedras, garrafas e pontapés em várias partes do corpo. E ainda houve quem pulasse em cima da cabeça e do abdómen e só por sorte ele escapou da morte”.

O técnico da PJ encontra-se hospitalizado nos Serviços de Cirurgia do HBS e os cinco jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos presentes ao Juízo Crime foram enviados para a prisão porque o juiz considerou que tiveram uma conduta grave.

Quanto ao adolescente de 15 anos, se o Juízo Cível entender que o adolescente teve uma conduta grave poderá ordenar a sua condução para o Centro Sócio-Educativo Orlando Pantera, na ilha de Santiago. De realçar que os indivíduos são indiciados da prática dos crimes de ofensas agravadas, roubo, resistência e detenção de arma proibida, porque levaram a pistola de serviço do funcionário da PJ, uma arma de calibre 7.65.

 

Ajuda

Recorde-se que inicialmente o caso apontou para o envolvimento de oito jovens, pelo que seis foram detidos pela PJ e que havia um mandado judicial para deter mais dois indivíduos suspeitos de participação no ataque. Mas das diligências realizadas pela polícia científica e com o depoimento de testemunhas oculares apurou-se que os indivíduos não participaram do ataque e que prestaram auxílio ao técnico da PJ para que este fosse conduzido ao hospital.

  1. Mindelense

    E agora!!!!! Gostaria de saber a opinião de alguns aqui, e se o policial tivesse atirado para matar para defender a sua integridade física e da vítima, como seria?? Estariam já aqui os direitos humanos crucificando a ação do policial, mas como foram os bandidos e parasitas que atacaram, e a lei está sempre os protegendo, por isso que continuam a praticar tais crimes. Para além do crime de tentativa de homicídio, também deveriam ser autuados no crime de formação perigosa de quadrilha.

  2. Leão do Norte

    Um abraço ao funcionário da PJ que teve o ato de coragem ao tentar defender um inocente e assim colocou a sua vida em sérios riscos. Ao menor, simplesmente dizer que lamento ele pensar assim. Aos adultos que participaram no ato cruel, barbaro, covarde e animal, vão ficar muito bem atrás das grades. Á sociedade civil, dizer que é hora de apoiarmos ainda mais os nossos policiais. Imaginam só, um elmento da PJ identica e no cumprimento do seu dever é agredido assim, imagina nós meros cidadãos. Pauuu

  3. PauloCardoso

    Coragem e breve recuperação, Cesar, não é com esta atitude negativa e tentativa de intimidação dos delinquentes que vamos deixar de efectuar o nosso trabalho, pelo cont´raio, sentimos ainda mais motivos no cumprimento da nossa missão. Estamos juntos nesta caminhada. MELHORAS COLEGA

  4. Mindelense

    Isso mesmo Paulo Cardoso, a população de S. Vicente, que é de quase 80 mil habitantes, cerca de 79 mil e tal são a favor do trabalho da PN, é claro que as leis que beneficiam a banditagem e os assassinos, com a conivência de advogados penalizam as vítimas, defendendo os criminosos, prejudicam o vosso trabalho, mas a maioria acaba por derrubar a minoria, e estamos juntos nessa batalha contra a criminalidade e corrupção. Viva Polícia Nacional – PJ, CHOCADA, BAC, BIC, PIQUETE, ETC….

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