Cabo-verdianos unem-se á volta da bandeira nacional e o … Governo dorme

1/02/2013 00:36 - Modificado em 1/02/2013 00:41

A constituição de Cabo Verde define a bandeira como símbolo nacional, além de fornecer indicações específicas como deve ser desenhada. Hoje, com as proezas da selecção nacional de Cabo Verde, a bandeira tem sido o elemento unificador da nação. Cidadãos têm hasteado a bandeira nas próprias casas, carros com pequenas bandeiras nas antenas e redes sociais onde o azul nacional tem sido predominante.

 

Em 38 anos como país livre e independente, Cabo Verde já adoptou duas bandeiras. Uma que vigorou de 1975-1992 e que foi usada pelo PAIGC na luta de libertação nacional e, com a independência, vigorou como bandeira nacional. Com o multipartidarismo e a entrada de um novo partido no governo e através de uma reforma constitucional, entrou em vigor a bandeira actual. A entrada em vigor da nova bandeira não foi consensual. As críticas levantadas à nova bandeira e aos novos símbolos nacionais dizem que se trata apenas de uma nova afirmação partidária e uma fuga às cores consideradas tradicionalmente africanas (vermelho, verde e amarelo) para dar um visual europeu à bandeira.

 

A união à volta da bandeira

 

Apesar das duas bandeiras poderem denotar um certo partidarismo, hoje os cabo-verdianos esqueceram-se das questões bandeirísticas para se colocarem todos debaixo da mesma bandeira e expressarem a própria cabo-verdianidade. A cor azul, cor predominante da bandeira, é a cor do momento. Roupas, bandeiras, fotos como evidência de que todos são “tubarões azuis” e que são cabo-verdianos e apoiam de forma inequívoca a selecção.

Esta certeza provém das conversas com os cidadãos mindelenses sobre o momento que o país vive, de pura euforia à volta da selecção nacional. De alguma forma, o azul está presente no dia a dia das pessoas como integrante de uma grande nação e da onda de apoio à selecção.

A questão sobre as bandeiras quase que se dissolveu. Jacira Santos diz que todos são cabo-verdianos e que a bandeira é um símbolo e “independentemente de qualquer coisa, a bandeira é de todos”. Opinião partilhada por outros como Ronilson que acrescenta que a bandeira está a cumprir o seu dever “unir os cabo-verdianos”. Mas o ” marketing ” do governo dorme sem entender o repentino amor dos cidadãos pela bandeira do seus pais. E se nao fossem as lojas dos chineses não teríamos nem bandeiras ,nem camisolas … E Sábado, Cabo Verde jogará contra a selecção do Gana nos jogos dos quartos de finais do CAN e as bandeiras, camisolas, cachecóis azuis estão preparados para celebrar, independentemente do resultado.

 

  1. caboverdemelhor

    Então seria o Governa a sair as ruas vendendo camisolas?

  2. caboverdemelhor

    Quem està dormindo e bem profunda são alguns caboverdianos principalmente os de s.vicente

  3. Mário Matos

    E o governo dorme? E os chineses fazem negócio com as cores da bandeira nacional? Mas seria o governo a fazer esse comércio? E os empresários nacionais, não entraram na onda? Afinal, queremos o governo a substituir a iniciativa privada ou um governo promotor da iniciativa privada? Que em matéria de iniciativa de negócio há gente a dormir há, mas pelo amor de Deus, promotor não é despertador!

  4. Carlos Dias

    Não sei este artigo vem a que proposito. Queriam que o governo saisse à rua a vender bandeiras? se há privados a fazer isso e bem?
    Deixem de politiquices e apoiem a seleção de todos nós. Vamos ganhar o Gana nas penalidades.

  5. pólvora

    Oh Mário , tenho-o como um homem culto para ter entendido que o artigo não sugere que o Governo vá vender camisolas , mas que usasse o marketing politico para promover a unidade nacional : que aproveitasse esta oportunidade para nos unir mais , os chineses e os comerciantes estão a fazer a sua parte : negocio e ganhar dinheiro

  6. Bento Silva Santos

    Que espécie de democracia é esta que existe em Cabo Verde, onde os comentaristas usam ” pseudónimos” para “crucificar as pessoas na praça pública” e ficar ilibado de qualquer responsabilidade criminal ? Por que não dar a cara , como faz o BENVINDO FONSECA ,o MÁRIO MATOS ou então como eu faço aqui e agora! Deixemos de politiquices e concentremos em apoiar a SELECÇÃO NACIONAL. Sinceramente, não percebi, muito bem, essa problemática à volta da nossa Bandeira. Alguém podia ajudar.me?

  7. Silvério Marques

    A bandeira e o hino adoptados em 1975 eram da Unidade Guiné Cabo Verde. Em 1991, numa conferência o hino foi tocado duas vezes, uma vez para a Guiné e outra para Cabo Verde. Quando ás cores, na Africa Ocidental predomina as cores verde, vermelho e amarelo, mas noutras regiões não. Mas, não só nestas cores que Cabo Verde é diferente da Africa.
    Muita gente queria que continuassemos a ter o utopia da unidade Guiné / Cabo Verde. Este é um dos falhanços de Amilcar Cabral.

  8. Boise Soncente

    Un coza bsote tem q estode de acordo: se ca fosse loja de tchainise, no ca tinha nada.

  9. Amilcar

    Mas ha q por algum limites ao chineses, Bandeira é coisa séria, imagina eles estao confecionando Bandeiras, com 12, 13, 14 Estrelas, isso eu acho uma falta de respeito, para com os simbolos nacionais

  10. Criolo

    A bandeira e o hino adoptados em 1975 era do PAIGC e da Unidade Guiné Cabo Verde. Antes do novo hino e da nova bandeira muitas vezes, em conferências internacionais, içava-se a bandeira da Guiné Bissau e como o hino era o mesmo, como sendo de Cabo Verde. Entre Cabo Verde e o continente africano há muitas diferenças, que não só nas cores das bandeiras. A Unidade Guiné Cabo Verde faliu em 1980 e as pessoas queriam o ridículo de ter a bandeira e o hino de quem insultou os caboverdianos de todos os .

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