Obama pressiona Congresso para avançar com reforma da imigração

30/01/2013 01:04 - Modificado em 30/01/2013 01:04
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Um dia depois do “gang dos oito” senadores de ambos os partidos terem divulgado um rascunho para uma “reforma abrangente”, o Presidente vai insistir na necessidade de avançar rapidamente da fase da discussão para a votação de propostas, num discurso em Las Vegas marcado para esta terça-feira.

 

Barack Obama elegeu a reforma da imigração como uma prioridade para o seu segundo mandato. Em causa está a regularização da situação de milhões de trabalhadores clandestinos, além da entrada de novos residentes nos Estados Unidos.

 

Segundo oficiais da Casa Branca citados pela imprensa americana, o discurso de Las Vegas servirá para o Presidente recordar os termos que pretende ver vertidos para a nova legislação. Será, adiantaram, uma “revisitação” do discurso sobre o tema que Barack Obama fez no Texas em 2011, e no qual defendeu um “caminho para a legalização” dos trabalhadores que vivem à margem do sistema.

 

A Casa Branca está consciente que as eleições de Novembro criaram condições políticas para avançar com a nova legislação – Obama quer aproveitar o ambiente propício à reforma, mas não deverá ir mais além do exercício da sua influência, referiram as mesmas fontes. Ao lado do Presidente vão estar líderes sindicais, comunitários e religiosos.

 

O Presidente vai referir-se especificamente à chamada “comunidade latina”, um bloco demográfico que está desproporcionalmente representado entre os ilegais. Os “hispânicos” são, também, uma importante fatia do eleitorado e o seu apoio foi fundamental para a reeleição de Barack Obama.

 

Os senadores que lideram as negociações relativas à reforma da imigração anunciaram ter já chegado a consenso sobre os princípios gerais da reforma.

 

O rascunho prevê o estabelecimento de critérios “duros mas justos” para a legalização de milhões de imigrantes que entraram ilegalmente nos Estados Unidos. O Congresso deverá definir processos diferenciados para as pessoas que vieram para os Estados Unidos por escolha própria enquanto adultos, e aqueles que chegaram como crianças. Um outro sistema à parte é reservado a trabalhadores altamente qualificados – um programa para “os melhores e os mais capazes”.

 

Os trabalhadores sem documentos terão de ter o registo criminal limpo, fazer prova do pagamento de impostos e saber falar inglês para conseguir o visto de trabalho e residência – um primeiro passo para a obtenção da cidadania. Enquanto os seus processos estiverem em tramitação, não serão elegíveis para nenhum programa de ajuda federal.

 

Os senadores pretendem também reforçar a vigilância e o controlo das fronteiras terrestres, disponibilizando mais meios humanos e equipamento – nomeadamente aviões não pilotados – para evitar o contrabando e os atravessamentos ilegais.

 

De acordo com o democrata Chuck Schumer, de Nova Iorque, é possível que uma proposta de lei possa chegar ao plenário já no final de Março ou Abril, para ser votada no fim da Primavera ou antes das férias de Verão.

 

A opinião pública americana está de acordo com a agenda do Presidente. A última sondagem da CBS News revela que 51% dos americanos concorda que os trabalhadores clandestinos nos Estados Unidos devem poder candidatar-se à cidadania, e 20% entende que devem ter direito a um visto de trabalho.

 

Mas a questão é politicamente sensível, e não é garantido que a bancada republicana disponha, para já, dos votos necessários para fazer passar a legislação.

 

 

 

publico.pt

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