Poluição no Lazareto: as provas do crime

28/01/2013 08:57 - Modificado em 28/01/2013 08:57
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Há vários dias que os moradores da zona do Lazareto se queixam de um “forte cheiro de gasolina”. Mas não se conseguiu identificar de onde vinha esse “forte cheiro”, visto que na zona existem oleodutos, condutas de combustível, tanques de combustível e um barco encalhado. O NN recebeu do biólogo Rui Freitas, fotografias que mostram a poluição na zona do Lazareto. Freitas considera que as “fotos recentes espelham, mais uma vez, a poluição marinha por hidrocarbonetos na zona litoral do Lazareto (Baía do Porto Grande, S. Vicente); e segundo o fotógrafo sentia-se, obviamente, um forte cheiro a combustível com formação de uma grande emulação na faixa entre-marés. Lembra ainda que essa faixa do litoral do Porto Grande é caracterizada por ter um forte hidrodinamismo que pode, em certa medida, mascarar um evento poluidor. Por coincidência temos ali perto: (1) X, (2) uma empresa de nome Shell (com tanques) e (3) um barco encalhado (que em principio pode já estar em acção de desmantelamento). As fotos que publicamos foram tiradas no dia 20 de Janeiro, domingo (hora do nascer do sol). Nesse mesmo domingo, pelas 13 horas constatámos ao longo da praia do Lazareto a existência de muitos ouriços mortos, mas já não se sentia o cheiro. Mas de acordo com os moradores e trabalhadores das fábricas o “forte cheiro a petróleo” mantém-se.

O certo é que o cheiro persiste para o desespero dos moradores.

 

 

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