Menores envolvidos na venda de droga

3/05/2012 07:26 - Modificado em 3/05/2012 07:26

O NN apurou que em São Vicente aumenta o número de menores envolvidos na venda de drogas. Conhecidos por “rapazes de serviço”, eles transportam a droga da casa do fornecedor para o retalhista, mas também fazem a venda directa como acontece em zonas como a Ilha da Madeira, Dji D´Sal, Chã Alecrim, Monte, Bela Vista, Alto de Bomba, Chã de Faneco e centro da cidade.

 

Têm entre 12 e 17 anos e são oriundos dos bairros periféricos de São Vicente. Abandonaram a escola e passaram a “estagiar” no mundo da criminalidade com epicentro nas esquinas dos bairros. Vendem marijuana e cocaína, sendo que à primeira droga é comprada nos cidadãos nacionais para revender ou vender mediante uma comissão.

Porém o “negócio” que rende, mais é a venda de “pedras de cocaína”. Este produto é lhes fornecido pelos “imigrantes africanos”, conhecidos por “mandjacos”. Segundo o que apuramos são eles que dominam há muito tempo a venda a retalho das chamadas drogas duras: cocaína e heroína.

Controlo

A utilização dos menores de acordo com a nossa investigação resulta do facto “que para o fornecedor é mais fácil e seguro trabalhar com adolescentes, porque estes são controlados com mais facilidade.” Porém não conseguimos esclarecer a relação entre passadores e fornecedores. Mas, de acordo com os passadores com que falamos dizem que não recebem dinheiro dos “mandjacos”. Dizem que apenas recebem roupas de grife, telemóveis, sapatilhas, mediante a venda de determinada quantia de droga recebem essas contrapartidas.

Na verdade este jovens são facilmente identificáveis, por que se vestem bem, quando se sabe que não trabalham. Outra versão mostra que “recebem a droga por um preço e vendem mais caro e é aí que ganham”. O mais certo é que os mais novos comecem por receber apenas roupas e depois passam a receber comissão e mais tarde montam o seu próprio negócio.

Mercado

Os “rapazes de serviço” têm um telefone e a sua rede de clientes que é constituída por estudantes, empresários, estrangeiros e o pessoal da classe média. Conseguem ter clientes fixos e com um telefonema fazem a entrega do “produto” onde o cliente quer.

Este é um procedimento considerado seguro. Mas, também actuam nos pontos de venda espalhados pela cidade. Por outro lado, alguns escondem a droga no meio de pedras e quando aparece cliente fazem o negócio com toda a cautela para que ninguém faça denúncias a Policia Judiciaria.

O “bagulho”, a pedra de cocaína cozida, tem muita procura desde que consigam vender “bagulhos com qualidade” por 500 escudos. Muitos optam pela “coca” em detrimento do “taco de 100 escudos de erva”. Mesmo assim dizem que “a padjinha é a droga mais vendida em São Vicente”.

  1. Mindelense

    Se o NN teve acesso a estas informações é porque a nossa polícia já tem conhecimento desta situação há muito tempo. Como disse aqui o NN, são jovens fáceis de se identificar, até o n.º do telemóvel é possível saber!!! A Judiciária poderia solicitar a escuta destes numeros para identificar quem são os fornecedores. Quanto aos consumidores, estes infelizes e doentes que estão enriquecendo os fornecedores, e ainda por cima, destruindo a sua própria vida, é só de lamentar…

  2. SOCRATES

    Sabado 16 horas Mindelense X Paulense

  3. manuel jesus

    Afinal aonde esteve as nossas autoridades. Deixaram isto tomar todo este rumo, e, agora se torna muito mais defiçil tornar esta situaçao. Os pais abandonaram os seus filhos à sua sorte, as autoridades ficaram a dormir e os governantes ficaram por aqui a gastar os nossos dinheiros nos passeios e festas. Essa é a nossa realidade

  4. Maria

    Esse cosa ca ta facil!!

  5. Francisco Pereira

    Os ditos “rapazes” já com 17 anos podem ser imputados pelos crimes de tráfico de drogas, pois, já têm idade. Penso eu
    Que seja vista esta questão, espero…

  6. deixe os miudos fazer a vida .ja que o goveno nao consegue arranjar trabalho e os politicos venden como quer e ninguem lhes controlam.

  7. Mindelense

    Eu acredito que o Sr. Antonio aqui esteja ironizando, como é possível crianças entre 15 e 17 anos, abandonados pela familia, que abandonam os estudos, que na maioria ficam no 8º ou 9º ano, possam ter acesso ao mercado de trabalho??? E os jovens de 18 a 25 anos que permanecem no sistema de ensino, secundário, formação profissional e universitário?? Estes terão de ser preteridos pelas crianças de 15 a 17 anos?

  8. Mindelense

    Como é possível dizer que o governo não faz nada e estas crianças podem continuar na criminalidade?? Eu acredito que o Sr. António não tem a noção do que é que as drogas provocam numa pessoa, familia, sociedade e num país????

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.