Morsi declara estado de emergência em três cidades egípcias

28/01/2013 02:42 - Modificado em 28/01/2013 02:42

O Presidente do Egipto anuncia o estado de emergência para três cidades já a partir desta segunda-feira, por uma questão de “protecção da nação”. Nas ruas de Ismailia, a decisão já está a ser contestada.

 

Após quatro dias de violência e 45 mortos no Egipto, o presidente Mohamed Morsi dirigiu-se neste domingo à população pela televisão e decretou estado de emergência de 30 dias para três cidades do país.

 

A desordem, que fez também centenas de feridos, aconteceu devido ao anúncio da pena de morte para 21 pessoas por gerarem violência no jogo de futebol entre uma equipa da cidade de Port Said, o Al-Masry, contra o Al- Al-Ahly do Cairo, que aconteceu há cerca de um ano. Nessa partida, morreram 74 pessoas.

 

Morsi declarou o estado de emergência em Port Said, Ismailia e Suez a começar já na próxima segunda-feira, dia 28 de Janeiro, entre as 21 e as 6 horas locais (19 e 4h, em Lisboa). Durante a gravação, Morsi pediu aos dirigentes da oposição para travarem um diálogo nacional na segunda-feira.

 

“Prometi não tomar medidas extraordinárias a não ser que fosse forçado a tal, como agora. Anuncio o estado de emergência nas cidades de Ismailia, Suez e Port Said durante um período de 30 dias”, disse Morsi, na televisão, citado pela Reuters. “A protecção da nação é uma responsabilidade de todos. Vamos confrontar todas as ameaças a esta segurança com força e firmeza dentro dos limites da lei”, disse.

 

O Presidente do Egipto ofereceu as suas condolências às famílias das vítimas dos últimos dias e disse ainda que ia dar com brevidade mais detalhes sobre o diálogo com a oposição.

 

Entretanto, e em reacção ao anúncio feito por Morsi, 200 pessoas puseram-se a marchar nas ruas de Ismailia, uma cidade que fica a Leste do Cairo, revelam testemunhas. “Abaixo Morsi, abaixo com o estado de emergência”, cantam.

 

Os activistas pelos direitos defendem que esta imposição vai permitir à polícia aumentar os poderes para deter pessoas consideradas como sendo uma ameaça à segurança.

 

 

 

dn.pt

  1. Dionisio Moreno

    A segurança deve se impor, por se tratar da protecção colectiva. Pois, à vida humana e a integridade fisíca e moral, constitui um bem jurídico fundamental. onsequentemente, deve ser salvaguardado.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.