Moradores de Debaixo d ‘Jondebra vão boicotar as eleições autárquicas

2/05/2012 01:12 - Modificado em 2/05/2012 01:12
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Um grupo de moradores de Ribeirinha, Debaixo de Jondebra, quer aproveitar as eleições autárquicas e fazer ouvir a sua voz junto dos poderes regionais e nacionais. Como forma de protesto pretendem levar uma campanha de voto nulo. Cerca de 200 moradores desta zona estão decididos a exporem os problemas que enfrentam na comunidade através desta atitude. Filomena Rodrigues afirma que esta é uma forma de “chamar a atenção” e tentar resolver os problemas que a zona enfrenta.

Cátia Delgado, moradora na zona, é uma das promotoras desse voto nulo, e explica que todos vão “porque não podem beneficiar os que já estão no poder”, mas que o voto vai ser nulo para que ninguém saia a ganhar. Essas pessoas que vão anular o seu voto querem que seja dada uma nova atenção a zona porque sentem-se “esquecidos e abandonados”.

Querem aproveitar estas eleições porque sentem que a Câmara tem sua responsabilidade pelos problemas que a zona enfrenta. Para Tchida, morador na zona, “a Câmara não ajuda a população” e que nestas condições não podem fazer nada a não ser mostrar sua indignação em relação a falta de desenvolvimento da zona.

A razão

A falta de iluminação pública e nas casas, água, estradas, esgotos estão na base da indignação destes moradores. E Pedro Rodrigues é categórico ao afirmar que a zona “precisa de muito”. Elisângela, residente na zona, deseja que possam ter um outro olhar para os moradores dessa zona porque tem direito de usufruir de água e luz.

A zona fica nas encostas e por isso esperam que seja colocada pelo menos um posto de iluminação. Por motivos de segurança quando escurece e também para deixar “de ser um lugar onde os gangues vão se esconder”. A falta de uma sentina perto também é motivo de indignação. E esperam também que sejam levadas estradas e esgotos até a zona para facilitar a vida dos moradores.

A legalização dos terrenos é outro tema sensível para estes moradores que querem ver os seus legalizados de forma que possam “construir a sua casa da melhor forma possível”. Isto porque não querem construir para a Câmara demolir depois. Os anos de espera tornam esse processo longo e angustiante para estes cidadãos.

Outras formas de luta

Cátia explica que não estão preocupados com quem vai governar, mas sim em resolver os seus problemas e que a luta não ficara por aqui. Além do movimento para o voto nulo estão preparando para escrever cartas ao primeiro-ministro e a assembleia nacional como forma de coagirem os governantes a tomarem uma posição em relação aos         seus problemas diários.

 

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