Obama sela acordo com Karzai que garante apoio dos EUA depois do fim da guerra

2/05/2012 00:34 - Modificado em 2/05/2012 00:34
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O Presidente norte-americano Barack Obama fez uma visita-surpresa ao Afeganistão esta terça-feira, exactamente um ano após o raide que matou Osama bin Laden. Obama e o Presidente afegão, Hamid Karzai, assinaram um pacto de parceria estratégica que estabelece os parâmetros de uma nova relação entre os Estados Unidos e o Afeganistão, após a retirada total das tropas americanas, em 2014.

O pacto, negociado entre os dois países ao longo de 20 meses, compromete os Estados Unidos a oferecerem ajuda financeira ao Afeganistão durante dez anos após a saída dos militares. O New York Times nota que o acordo é “mais simbólico do que substantivo”, mas não deixa de assinalar “uma transição para os Estados Unidos” – de força militar invasora a “aliado fiel, mesmo que distante e complicado”.

O acordo surge numa altura em que a relação entre os dois países foi agudizada pela destruição de vários exemplares do Corão por militares americanos em Fevereiro e pelo tiroteio cometido por um sargento americano, que matou 17 afegãos em Março. Numa conferência telefónica com jornalistas, membros da administração Obama disseram ontem que esses incidentes não complicaram o progresso das negociações entre os dois países.

Obama chegou à base aérea de Bagram, a norte de Cabul, às 22h20 de terça-feira, hora local, e só então é que a imprensa americana noticiou a sua visita ao Afeganistão. Os jornalistas que viajaram com o Presidente americano comprometeram-se a não divulgar a visita antes de aterrarem naquele país. Obama e Karzai assinaram o acordo à meia-noite local, no palácio presidencial. Num breve comentários, Obama disse tratar-se de um “momento histórico para as duas nações”. “Nem americanos nem o povo afegão pediram esta guerra, e no entanto durante uma década mantivemo-nos juntos.”

Obama ia fazer um discurso a partir do Afeganistão para os americanos às 19h30, hora de Washington (quatro da manhã no Afeganistão). Numa altura em que o Presidente americano luta pela sua reeleição em Novembro, o momento servirá para lembrar aos americanos, em pleno horário nobre, que ele está a terminar duas guerras que se tornaram impopulares.

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