Celeste Fonseca: “O centralismo a partir de Santiago tem contribuído para a degradação económica e social da ilha de São Vicente”

24/01/2013 00:21 - Modificado em 24/01/2013 01:04


Celeste Fonseca, presidente da Assembleia Municipal de São Vicente, aproveitou a presença do primeiro-ministro José Maria Neves nas festividades do dia do Município, para lhe deixar um recado: a ilha sonha com um futuro melhor. A presidente da AM assegura que os são vicentinos prosseguem a sua luta por esse sonho, apesar do centralismo de Santiago que tem contribuído para a degradação económica e social da ilha de São Vicente.

 

Na sua intervenção durante a cerimónia realizada pela CMSV para saudar o dia do Município, a presidente da AM, Celeste Fonseca, disse que o órgão que preside está atento ao desempenho da acção do executivo camarário. Celeste Fonseca assegura estar em condições de fazer uma radiografia da situação pela qual passam as famílias e a ilha de São Vicente que continua a padecer de alguns males.

“Temos um desemprego acima da média nacional, famílias vulneráveis do ponto de vista socioeconómico, arrefecimento da actividade comercial passando pelo aumento do custo de vida, pelas habitações degradadas, entre outros vários problemas. São realidades que vêm marcando duramente esta ilha e fazem com que a pressão sobre esta Câmara Municipal seja enorme. Prevemos um ano difícil para São Vicente em que todos teremos que deitar conta à vida” declarou a presidente da AM.

 

Luta

Celeste Fonseca afirma que as pessoas não podem ficar pela mera pintura do quadro da ilha porque São Vicente conta com uma massa pensante e crítica capaz de contribuir em prol do desenvolvimento do Município. Mas aproveitou para enaltecer a presença do primeiro-ministro José Maria Neves na cerimónia de saudação ao dia do Município, que representa um sinal de abertura do Governo para a solidificação do diálogo com a CMSV.

Para a presidente da AM, o primeiro-ministro trouxe a esperança de um novo olhar sobre São Vicente, no presente e nas suas perspectivas futuras. Fonseca deixou um recado a José Maria Neves: “São Vicente tem um sonho de ter um futuro melhor e vem lutando, apesar do centralismo a partir de Santiago o que tem contribuído para a degradação económica desta ilha. E ao que consta, a adesão à ideia de regionalizar é aceite pela maioria dos munícipes, pelo que pensamos que regionalizar é o caminho que já não retrocede”.

Fonseca sublinhou que o registo das revindicações por parte dos munícipes se tornou numa preocupação da edilidade, por isso, pediu a JMN que em nome da paz e da coesão social dê um olhar diferente para São Vicente porque há esperança de novos tempos e oportunidades que vão servir a ilha.

Fonseca defendeu que a CMSV tem trabalhado com os munícipes no centro da sua acção e que a edilidade pretende executar projectos a pensar na melhoria das condições de vida dos são vicentinos. A presidente da AM exortou o edil a cumprir o seu compromisso de trabalhar em prol dos são vicentinos e aos munícipes pediu-lhes que continuem a ser persistentes na luta pelos interesses da sua ilha.

  1. sandra

    independência JÁ.

  2. Lino Públio

    Frases com este peso e impacto apenas valem quando documentadas com números credíveis. Ora, as estatísticas dizem o contrario do que afirma a Senhora Presidente da AM de S.Vicente. Todos os indicadores sociais apontam para um nível e qualidade de vida em S.Vicente, superior á Praia e muito superior á Ilha de Santiago. O primeiro defeito é confundir Cidadde da Praia com a Ilha de Santiago. Mas vamos aos indicadores, camas de hospital por número de habitantes, m3 de água por habitante, etc, etc, e.

  3. Ami

    Mas afinal CV e uma propriedade do PM?

  4. Tavares

    A solução seria fazer de São Vicente o país mais pequeno do mundo. Os benefícios seriam enorme para o que sobrar de Cabo Verde.

  5. seria melhor separarmos Cabo Verde Barlavento so e Sotavento so cada um com o seu governo asim as ilhas de Barlavento seriam melhor porque hoge em dia Cabo Verde para os governantes da Prai e so a ilha de san Tiago

  6. Tututa

    Minha senhora, voce fala como se em Cabo Verde não existisse outras Ilhas, Só santiago e S. Vicente. Já é hora de voces de S. Vicente deixarem dessa mania de pensar desta forma, o mundo está evoluido, a Praia esta como esta graças a um povo trabalhador e incansavel, S. Vicente se não esta como a Praia, graças a um povo pulidor que la reside!!!

  7. gusto

    é por isso, por causa da praia/ze maria, que o programa do dia de s.vicente de 2013 foi fraquinho, fraquinho

  8. Estudante Imigrante

    Acho que a regionalização não é o caminho a seguir, pelo menos para já. Deve-se dotar o poder local de mais “poder”, ou seja em vez de dividir-mos o poder deveríamos “lubrificar” a máquina estatal, e dota-la de um sistema anticentralização, isso é claro depende do nosso Governo. Por exemplo se o poder local tivesse maior poder de decisão, e tivesse mais voz perto do governo, essa opção da regionalização sequer existiria, já que tudo funcionaria na “perfeição.” Tenhamos mais calma….

  9. Pare de Reclamar

    (1795-1975) Cabo Verde- “O centralismo a partir de São Vicente tem contribuído para a degradação económica e social das ilhas de Cabo Verde”.
    Em Setembro de 1835- Apesar de contar com apenas 340 habitantes, Marinho defende acerrimamente a ideia de criar uma nova capital para Cabo Verde em torno do Porto Grande. Por decreto ministerial e portaria régia de 11 de Junho de 1838 é autorizada a mudança da capital da Praia para São Vicente. Com 30 anos passados deste a independência, Mindelo e a ilha de São Vicente vivem numa democracia estável e ordeira, a economia tem-se expandindo a um ritmo constante, o sistema judicial funciona, a escolaridade universaliza-se, o nível de vida sobe gradualmente

  10. Brito

    Esta senhora é uma daquelas que nunca fizeram nada por SV. Esta a aproveitar da oportunidade para angariar mais tachos pessoal. Possuidora de uma incompetência degradada.Por ter pessoas como ela a frente dos destinos de SV é que estamos sempre andando para tras. Recuando cada vez mais, afundando cada vez mais. Esta senhora deveria estar caladinha e deixar quem entende e quem sabe resolver as coisas e falar das coisas.

  11. Lima Duarte

    Dona Celeste ta coberta de razão..Deixa essa senhora trabalhar por favor

  12. Jsilva

    S.Vicente tem todas as possibilidades, tem aeroporte, Hospital, Universidades, portos, etc. nao estou entendendo exigencias da senhora Fonseca.

  13. dani

    O PM, jmneves sabe só mandar “bocas” à ilha de SÂO VICENTE, grande ditador, que temos no poder…FDP.

  14. jose lopes

    Kes familia de Abu Raya bem la di Siria e es sab mut dret sobre guerra civil. Es conversa tita ba ser causa de mut problemas. deixa de disparates. Soncent faze part de Cabo Verde e nada mas.

  15. jose lopes

    perguanta so…cunto alguens de Soncent emigra pa Praia depois de independencia. es toma cuazi tudo posisons na governo. primeira republica tinha so um badio na ministerio.
    Nhos me de Soncent ki teni Praia xeu.

  16. pedro rogério delgad

    Pedro Rogério Delgado Sem dúvida! Quer em possível Estado Unitário descentralizado (Poder Central e Regiões Políticas e Municípios), deve-se combater ao centralismo excessivo. No caso concreto, deve esclarecer-se qual das regionalizações que Celeste Fonseca defenda para Cabo Verde, de molde a que único ente político do Estado não decida por são-vicentinos e não só.
    há cerca de uma hora · Gosto.

    Pedro Rogério Delgado Quem que não gostaria que S. Vicente não fosse uma região política que administrativa, de maneira que o Governador the sua região, bem como deputados à Assembleia Legislativa, eleitos pelos respectivos cidadão, para tratar de interesses próprios the sua região, ao invés do Primeiro-Ministro impor-lhes um Governador por indigitação, em sede de um Decreto-Lei governamental, no uso the sua competência legislativa, que não teria poderes que impedissem ao centralismo na Capital (Cidade Administrativa por construir) com o ônus de todos os cabo-verdianos?
    há 52 minutos · Gosto.

    Pedro Rogério Delgado Parece-nos que a criação de uma região política são-vicentina, sem que inexistam outras não é aconselhável, a não ser que houvesse a revolução dos mindelenses, quer dizer, que o povo saísse à rua em massa, como ocorre no mundo árabe magrebe a favor the LIBERDADE, exigindo ao homem que concentra todos os poderes nas suas mãos que faça a nova reforma do sistema político por REGIONALIZAÇÃO POLÍTICA, em Estado Unitário simples descentralizado.de sorte que cada cidadão tenha a SUA GOTA DE ÁGUA, para usar a linguagem do saudoso jurista e político, RENATO CARDOSO.
    há 37 minutos · Gosto.

    Pedro Rogério Delgado Obviamente, não se vislumbra que o MPD e o PAICV estejam interessados, na conjuntura econômica actual em que se prevê o crescimento econômico (BIP) para 2013, mais baixo the hsitória cabo-verdiana (1 e tal percentual), aventurarem-se nessa empreitada que parece boa aos olhos de são vicentinos, a favor the institucionalização de regionalização política que requereria racionalização dos parcos recursos, de forma dolorosa, o que passaria necessariamente por cortes nas despesas de consumo e pela redução de deputados nacionais e municipais que seriam indicados nas estruturas regionais ou na sua reeleição, bem como na fusão de municípios, tendo em vista a eficácia administrativa, eficiência econômica, voltada para melhor distribuição de riqueza e de rendimentos no país unido, identicamente falando.
    há 25 minutos · Gosto.

    Pedro Rogério Delgado Tudo, porque aqueles que exercem poderes na situação e na oposição não querem abrir mão dos seus galões, com o não nascimento the regionalização política, de maneira que não surjam novos políticos eleitos nas regiões políticas, que poderão mais tarde desafiar o seu direito adquirido como fundadores do seu partido, ao mesmo tempo concorrendo ao alto cargo the magistratura nacional, Chefe de Estado, a título de exemplificação, pelo que preferem, com devido respeito, animar a malta cabo-verdiana com sede do poder, ao seu redor, através de debates nacionais, como que se permitisse apenas àqueles que acham ser únicos cérebros e políticos the ilha de S. Vicente, e não a NÓS, sob a alegação de apenas somos advogados, para verem se estão aptos a integrarem a panelinha.

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