“ Recusar fazer de São Vicente um muro de lamentações “

23/01/2013 00:43 - Modificado em 23/01/2013 00:43

A Comissão Regional Politica do PAICV em dia do Município de São Vicente organizou um fórum de reflexão sobre as potencialidades de desenvolvimento económico da ilha. O fórum foi constituído por quatro painéis de discussão : “cultura versus eventos – um olhar económico”, o turismo em São Vicente, o cluster do mar e sobre pescas e agro-negócios. Os temas expostos foram alvo de debate da plateia. O presidente da comissão de redacção do fórum, Luís Silva, adianta que será elaborado um documento que será entregue as autoridades locais e nacionais “como ponto de partida e para lançar mãos a obra onde for necessário”.

 

O primeiro-ministro, José Maria Neves, fez o discurso de encerramento do fórum elogiando a atitude de pensar São Vicente de forma positiva. E Neves diz que é deste tipo de atitude que a ilha precisa “para elevar a auto-estima” dos mindelenses. “Uma atitude voltada para criar um ambiente de confiança em São Vicente, orientado para elevar e levantar a ilha”. E condena a visão pessimista da ilha que “muitas instituições e personalidades” da ilha tem criado, “uma atitude defensiva e pessimista que gera desconfiança e cria condições propícias para o fracasso”.

E por isso sente que deve começar a pensar no futuro e deixar de conjuga-lo com o passado. E defendeu que a ilha precisa de um poder local “mais forte e mais audaz” e com um discurso de ambição orientado para o futuro. E para Neves já existe um murro de lamentações em Israel e por isso tem que “recusar de fazer de São Vicente um murro de lamentações”.

Para Neves a ilha possui os melhores indicadores em varias áreas e que a regionalização pode contribuir para o melhoramento da ilha. Adianta que está agendado para Julho um fórum nacional para debater que tipo de regionalização para o país.

 

  1. Butch

    De tonte pensá, fumo já ti ta sai pa uvide!!! Afronta em vida!!! De forum em forum, de pensamento em pensamento e não saímos da sepa torta. Que é feito de outras conclusões?! Foram transformadas em roupa velha?! Que é feito da candidata do bluf, a menininha de tabefe?! Oh pove de Soncent, no pegá na traboi a sério e no tchá de fazé sala.

  2. djô

    Muro e não murro de lamentações!

  3. Silvina

    Concordo com o JMN em algumas coisas como a necessidade de termos um “poder local forte e audaz”. De facto ñ temos “poder local” porque o Augusto Neves é um pamonha sem visão nem capacidade nenhuma de gestão, O Lélis é um vergonha que nada de novo fez no seu pelouro chegando ao cumulo de dizer que a resposabilidade da cultura é de todos e ñ só da camara e eu pergunto quais são as suas funções enquanto vereador de cultura??? alguma vez o Sr. elaborou algum plano estrategico para tal??

  4. Silvina

    …continuando. Sou uma funcionaria publica e no meu serviço para comprarmos até papel higienico temos que fazer uma informação porposta anexada a 3 facturas proformas. NÃO TEMOS AUTONOMIA PARA FAZER ABSOLUTAMENTE NADA SOB O JUGO DOS NOSSOS MAIORES INIMIGOS: os sampadjudos k vivem na praia

  5. Mindelense

    Pois é amiga Silvina, é uma vergonha, até as escolas secundárias, que arrecadam valores do pagamento de propinas de alunos, não têm autonomia para a utilização dos mesmos valores para projetos extra-curriculares, porque muitas vezes são bloqueados pelo Ministério da Educação, ou seja, têm de ter autorização…, como pode uma instituição desenvolver, ou mesmo uma ilha desenvolver numa situação destas? Mas é culpa é dos sanvicentinos, que deixam os partidos políticos lhes fazerem a cabeça….

  6. Pedro Barbosa

    A luta continua!!!
    Isto ja vem do passado, desde a era colonial, mas eh de lamentar. E nao eh sem razao que os deputados a Assembleia Nacional se identificam como Deputados da Nacao e nao Deputados da Nacao pela Ilha de xzy. Portanto, embora eleitos pelo povo de cada ilha eles nao defendem os interesses das suas ilhas porque o “ferrolho” partidario naos os permite.O tacho vem primeiro que a “caldeira” do povo que devem representar.

  7. Pedro Barbosa

    Porque nao os deputados da Zona Norte (S.Vicente, Santo Antao, Sao Nicolau) nao formam um “caucus” que, sem se desfazerem das camisolas politicas, “ataquem” com merecida paixao os problemas comuns das suas ilhas: transportes, portos, aeroportos, turismo, saude.
    Meus caros o mal nao esta na doenca que nos aflige a todos mas sim como tratar dela com seriedade.
    A ideologia politica nao se perde se o povo se sente bem representado.
    A Luta Continua.

  8. Eduardo Oliveira

    Quem recusa reconhecer a necessidade de Descentralizar é obtuso ou tem interesses (directa ou indirectamente). E que não me venham dizer que pedir a Regionalização é mania dos sanvicentinos porque não a querem so para a sua ilha. Se mexem é para TODOS sem excepção. Que pensem com a cabeça e não com interesse. Não ouçam os que venderam a sua ilha para terem posições de destaque.

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