Quem mandou matar Amílcar Cabral? A “mão portuguesa” ou a “mão dos camaradas”?

20/01/2013 23:00 - Modificado em 20/01/2013 23:38

Passados quarenta anos sobre o assassinato de Amílcar Cabral ainda se especula e procura-se saber quem o matou. O ex-presidente da República defendeu no dia 20 de Janeiro, no fórum realizado pela fundação Amílcar Cabral que “os portugueses são os reais assassinos de Cabral” e insurge-se contra “certos homens da pena ao serviço dos restos ideológicos do poder imperial, no intuito de desresponsabilizar e branquear os crimes dos seus Chefes coloniais, convertidos em heróis serôdios”.

 

Na sua dissertação, Pedro Pires caracterizou os ambientes físicos e, sobretudo, políticos e psicológicos presentes no cenário onde Cabral seria assassinado. E, neste sentido, informou: “Em princípio, todas as guerras são igualmente violentas e cruéis, onde o humanismo é uma raridade e cujo objectivo fundamental é a busca da vitória, por todos os meios. É neste quadro de guerra, da conspiração e dos métodos criminosos e repressivos coloniais que se deve entender o recurso ao assassinato de Amílcar Cabral. Além disso, não há inimigo altruísta e bondoso. Tentar apresentar isso como argumento de defesa ou de justificação de qualquer atitude de boa-fé é uma desonestidade intelectual e pura falácia”.

O recurso ao assassinato

O comandante Pires traçou o cenário de guerra que se vivia na altura  e pode se descortinar a necessidade  da ” mão portuguesa” em eliminar Cabral “O recurso ao assassinato do Líder do PAIGC insere-se na busca de saída para o grave dilema em que vivia o poder colonial, precisamente, quando sentia que estava em vias de perder a guerra, com consequências desastrosas para o futuro do império colonial. Nada melhor do que decapitar o PAIGC, solução experimentada em outras guerras coloniais. Reside aí a razão principal da decisão última de avançar com a operação do assassinato de Amílcar Cabral pelos serviços secretos portugueses e por seus homens-de-mão.”

 

Castanheira “foram os guineenses do PAIGC”

 

José Castanheira, instigador e autor do livro “quem mandou matar Amílcar Cabral?” editado em 1995, defende em entrevista ao Expresodasilhas que “Hoje, há poucas dúvidas. Foram os guineenses do PAIGC que assassinaram Amílcar”. Castanheira defende que “Não tenho dúvidas que houve várias tentativas do poder colonial em tentar matar Cabral, os arquivos da PIDE estão recheados de conspirações para aniquilar o líder do PAIGC. Mas, do ponto de vista histórico, não foi a “mão portuguesa” a mais determinante em toda a trama que desembocou no 20 de Janeiro de 1973”.

  1. JOSÉ MARIA NEVES

    AMILCAR CABRAL FOI ASSASSINADO PA DIRIGENTIS DI PAIGC/CV, FOI DIRIGENTES DI PAIGC/CV QUI MATA CABRAL POR CAUSA DI INTRIGAS …

  2. JOSÉ MARIA NEVES

    JOSÉ MARIA NEVES, AFIRMOU O SEGUINTE”.; “Amilcar Cabra foi assassinado pa dirigentis di PAIGC ; É dirigentes di PAIGC ki trai e qui mata Cabra. É guentis qui ta fla ami é Amilcar Cabral, a mi nta difendi Cabral, qui manda mata Cabral, pamodi intriga, pamodi sedi di puder, pamódi ka respeta escolhas fetu pa Cabral “, portanto não existem duvida que quem matou Amilcar Cabral foi ses Camaradas di PAIGC/CV…

  3. Pulu - S. Vicente

    Senhor Pires è lamentàvel qe gent simà bossè, teime em nào sumir responsabilidad de nada! Sò de pensà manera qe gent ta fazè na Cab Verde pa ganhà um eleissão, dà pa intendè e sperà TUD!! Sim como nas gerras que bossè refer…. Bom cumentar de Josè Maria das Neves. Senhor Pires e Sr. Aristides, bezote tem culpa na cartòrio MA BEZOTE CA TEM CORAJA PA SUMIR!….

  4. Traquine

    PIDE NAO FOI. QES CAMARADAS Ê QSABÊ QUEM MANDÁ, QUEM DISPARÁ E PORQUÊ MATAL.

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