Vozinha uma força tranquila na baliza de Cabo Verde

19/01/2013 23:56 - Modificado em 19/01/2013 23:56
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Para a estreia de Cabo Verde no CAN 2013, o seleccionador de Cabo Verde, Lúcio Antunes apresentou um 11 que lhe dava cautelas defensivas e colocou no ataque dois jogadores que com a sua velocidade impõem algum trabalho aos adversários nos flancos. E os escolhidos respeitaram a filosofia de Lúcio Antunes, num jogo onde a confiança e a concentração do guarda-redes Vozinha na baliza contagiou os restantes colegas.

 

O jogo entre África do Sul e Cabo verde deu o pontapé de saída no CAN 2013, e os Tubarões Azuis alcançaram um empate, numa partida, onde a selecção cabo-verdiana travou a equipa anfitriã e esteve mais perto da vitória. Mas a avaliação do jogo passa pela filosofia que o seleccionador Lúcio Antunes traçou para cumprir o objectivo de sair do Soccer City com um resultado positivo.

A baliza de Cabo Verde foi entregue a Vozinha, pelo que o guarda-redes ficou com a missão de evitar que a bola transpusesse a linha da sua baliza. Vozinha não desiludiu o seleccionador, os colegas e a sua participação em campo ficou marcada pela correcção da posição dos colegas e a intervenção em lances que poderiam levar perigo a baliza cabo-verdiana. Com confiança e a concentração que encarou a partida, Vozinha não teve medo dos adversários e mostrou que à baliza de Cabo Verde estava fechada em dia de festa sul-africana.

Vozinha mostrou o porquê de ser um dos melhores guarda-redes cabo-verdianos, na medida que encarou o jogo com seriedade e a sua capacidade de reacção ficou expressa num lance onde o lateral Carlitos se deixou bater por Bernard Parker e o guarda-redes com o punho direito tirou o pão da boca do sul-africano. E na segunda parte, Vozinha deu o corpo ao manifesto parou com o peito um lance Serero que tinha selo de golo.

E no futebol diz a máxima que quando o guarda-redes joga bem entre os postes, os restantes colegas têm que corresponder. E perante a equipa da África do Sul viu-se um Cabo Verde bem diferente do jogo de preparação com a Nigéria. O espírito de equipa ficou definido no sector defensivo onde o capitão Nando e Varela, Nivaldo e Carlitos dificultavam ao máximo a acção dos adversários e quando uma bola ficava solta na área cabo-verdiana surgia um dos atletas a evitar que a África do Sul saísse na frente do marcador.

 

Prestação

 

Em suma, a linha defensiva dos Tubarões Azuis esteve impermeável num jogo onde o adversário se apoiou nas bolas paradas e no contra-ataque através de bolas longas, mas encontrou uma selecção com o seu eixo defensivo coeso e concentrado. No meio-campo, Toni Varela serviu de ligação entre o eixo defensivo e o sector intermédio ao ataque. Por seu lado Marco Soares fez um bom jogo e Babanco na sua posição de distribuidor fez os passes que evidenciaram dois lances de maior perigo com que a selecção cabo-verdiana chegou a baliza sul-africana.

Platini saiu do jogo maltratado pelos adversários, porque a forma com procedia as fintas e guardava a bola só restava aos sul-africanos cometer falta. O extremo jogou a meio-campo para apoiar o ataque, mas teve nos pés uma oportunidade que poderia valer os três pontos. Com a sua classe, Platini surgiu entre os centrais sul-africanos, aos 14´, mas perante a saída do guarda-redes meteu mal o pé na bola e atirou-a ao lado num lance que tinha tudo para resultar em golo.

E no ataque jogou Ryan Mendes teve uma boa participação no ataque e imprimiu alguma velocidade no seu modo de jogar e com alguns dribles fez a bola chegar aos colegas. Por seu lado, o herói de Yaoundé, Nhuck fez um jogo para mais tarde recordar e aos 72´ esteve perto de voltar a ser o herói, porque através de um cruzamento de Babanco com peso e medida, o camisola 10 meteu a cabeça a bola e com classe fez o guarda-redes Khune exibir os seus dotes, quando a bola já tinha o selo de golo. Por segundos houve quem pensou que a bola iria parar no fundo da baliza, mas com as pontas dos dedos, Khune evitou um desaire para os anfitriões.

Na partida alinharam ainda Roni, David Silva e Júlito Tavares, mas que se mostrou mais activo em campo foi este último que num jogo possante imperou a sua força e com o seu pé esquerdo deu algum trabalho aos sul-africanos. Findo o jogo, Cabo Verde saiu com um ponto, o mesmo que o três adversários, mas importa dizer que a táctica escolhida pelo staff técnico dos Tubarões Azuis superou as expectativas e gerou a decepção no seio da selecção sul-africana que esperava um jogo fácil.

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